terça-feira, 3 de janeiro de 2012

POR QUE EU IA SAIR DA MAÇONARIA?




Por que eu ia sair da Maçonaria?

Eu ia sair   da Maçonaria por que era curioso em saber o que se passava lá dentro, quando eu estava fora, e depois de iniciado vi que não tinha graça nenhuma,
Eu ia sair   daMaçonaria por que muitas vezes via os Irmãos com mais tempo de Ordem do que eu se auto vangloriar por que tinham mais tempo de casa,
Eu ia sair   da Maçonaria por que me Irritava ver Irmãos chegando atrasado na Sessão,
Eu ia sair   da Maçonaria por que via Irmãos disputando qual rito era mais bonito e importante,
Eu ia sair   da Maçonaria por que via Irmãos reparando nos outros, que vinham para Sessão com o terno amassado, sapato sujo ou de balandrau,
Eu ia sair   da Maçonaria por que os Irmãos Faltam de mais as Sessões,
Eu ia sair   da Maçonaria por que via os Irmãos muito mais preocupados com o segundo tempo do que com a Sessão,
Eu ia sair   da Maçonaria por que ela vive de passado, e não de presente e futuro,
Eu ia sair   da Maçonaria por que a culpa de todas as falhas é do Grão Mestre, e do Venerável Mestre,
Eu ia sair   da Maçonaria por que via muitas fofocas entre os Irmãos,
Eu ia sair   da Maçonaria por que Irmãos vão a Sessão satisfazerem suas vontades, e nunca se oferecem a ajudar ninguém,
Pensando Bem:
Não vou sair da Maçonaria, por que a Ordem é iniciática e os passos seguintes devem ser dados por mim, e para ela não ficar sem graça eu também devo ser motivo de inspiração para meus Irmãos,
Não vou sair da Maçonaria por que eu também fui incrédulo quando me vangloriei por ter mais tempo que alguém na Ordem, e devo parar de ser orgulhoso,
Não vou sair da Maçonaria por que quando chego atrasado a Sessão quero que todos entendam o meu motivo, e por ignorante que sou, não sou capaz de entender o motivo do outro,
Não vou sair da Maçonaria por que percebi que ela é muito mais importante que seus ritos, e não existem ritos melhores ou piores, nem tão pouco os graus de um ou de outro.
Não vou sair da Maçonaria por que devo parar de reparar nos Irmãos que chegam de terno amassado, e devo ficar feliz por que mesmo de balandrau meu Irmão veio a Sessão,
Não vou sair da Maçonaria por que eu também falto as Sessões e muitos Irmãos me Ligam perguntando por que eu faltei, e eu alguma vez já fiz isso?
Não vou sair da Maçonaria por que tenho que parar de criticar meus Irmãos que estão ali mais preocupados como segundo tempo, pois eu também participo e devo recusar os convites já que acho que tão errado nos outros, e mesmo que eu não vá, jamais criticá-los,
Não vou sair da Maçonaria por que eu também sou responsável pelo presente, objetivando o futuro e devo fazer a diferença onde estou,
Não vou sair da Maçonaria por que não estou ali por causa de seus dirigentes, e se os mesmos falham devo ajudá-los com sugestões e apontamentos de saída dos problemas e não apenas criticá-los,
Não vou sair da Maçonaria por que não devo fazer fofocas de Irmãos, ou não participar de fofocas,
Não vou sair da Maçonaria por que devo ajudar meus Irmãos e estar sempre a disposição e a serviço do outro, e não apenas esperar que os outros façam por mim;
Pensando bem eu acreditava que o problema estava nos outros, mas eu cometia todos os vícios que pensava não tê-los, e por isso não vou sair da Maçonaria, por que eu devo sentir em mim ser objetivo de mudança, nunca desistir, quantas vezes queremos tirar os ciscos dos olhos dos outros e não vemos a trave nos nossos olhos. Os problemas muitas vezes estão na gente e não nos outros, às vezes a mudança parte de nós, e a culpa estava em mim e não nos outros.
Por isso não vou sair da Maçonaria, vou trabalhar a pedra bruta que atrapalha meu coração de ser paciente, tolerante, prestativo e compreensivo com meus Irmãos, para servir a sociedade de Maneira Justa e Perfeita, para que ela seja também um reflexo meu, e se ela precisar de mudanças é sinal que eu também preciso de mudanças, e Já que o Grande Arquiteto Do Universo é Deus, devo acreditar mais nele, para que sejamos cada vez melhores e mais fraternos.
Um Tríplice e Fraternal Abraço,

*Denílson Forato M.’.I.’. – ARLS FRATERNIDAE E AMIZADE – 321-GOP-COMAB-CMI
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domingo, 1 de janeiro de 2012

Maçonaria, Instrumento de Evolução



As desinformações com relação à Ordem Maçônica, às vezes nos surpreende, parecem um paradoxo, o momento presente, dias de grande glamour tecnológico, surpreende-nos a criatividade humana, ao mesmo tempo assinalada por tremendos conflitos no âmago da criatura humana; os maçons estão atentos na necessidade urgente de destruir a ignorância, nosso terrível inimigo, em nós e nos outros.


A pretensão, não é justificar, na atualidade, ataques impotentes, isolados e ingênuos à Ordem, até mesmo já escrevia Bill Reilly que: “Todas as vezes que você culpa as pessoas por seus problemas, sejam quais forem, você confere a elas o controle de sua vida”.



Conforme relata a história, em 1.118, foi criada a Ordem dos Templários(Soberana Ordem dos Cavaleiros do Templo de Jerusalém). Apesar de toda a sua riqueza, a Ordem dos Templários(Foto acima) teve vida curta. Seu ouro e seus bens despertaram a cobiça do rei Felipe, o Belo, rei de França, em acordo firmado com o papa Clemente V, acusaram os Templários de praticantes de feitiçarias e levaram à fogueira cerca de 15 mil templários, além de seu mais famoso mais famoso líder Jacques de Molay(Foto abaixo).



É em Londres, em 24 de junho de 1717, século XVII, que um grupo de protestantes, reuniram-se e criaram a primeira Grande Loja Maçônica, para a pratica do bom, do belo e do justo, cujos conhecimentos esclarecedores perduram até hoje.


Nesse século XXI, todos são convocados à solidariedade maçônica, deveremos descruzar os braços para utilizar as armas do Amor, já lembrava Kahlil Gibran de que “A morte é mais forte que a vida, mas o amor é mais forte que a morte".


O pensamento de Gibran(Foto abaixo) está em consonância com os princípios da Ordem.



É notória, alicerçada em nossas instruções que a energia do amor é recomendada sua utilização pelos verdadeiros maçons, além do anseio intrínseco de melhoria e de aperfeiçoamento, pois, implica na certeza de construir um mundo melhor de paz e de caridade, eis ai o motivo de nossa reunião e união no Templo de Salomão, sob a égide do GADU.


O maçom é livre, de bons costumes, de consciência tranqüila, busca a Verdade, pois vive isento de preconceitos, a sua razão não é mais deturpada, trava luta constantes contra os vícios e as imperfeições, onde a pratica do bem, do amor e da benevolência é uma questão de dever e honra.

 
Encontramo-nos ricos de informações, símbolos existem as dezenas, como a romã, colunas, punhal e outros.


O punhal, por exemplo, não é utilizado para ferir, para derramar sangue ou agredir um malfeitor, mas, especificamente, para atingir, de forma sutil e eficaz, mortalmente a ignorância, ainda renitente em nossos corações, de maneira justa e educativa.


Ah! Que bom seria expressar a linguagem sagrada da simbologia maçônica, os ciclos da vida e da morte, nascer e renascer, as leis imutáveis pertinentes a cada um de nós no que se refere a: “Ajudemo-nos uns aos outros”. Os assuntos crescem ao infinito, não obstante, nos contentamos com a conclusão de Richard Bach: “O que a lagarta chama de fim do mundo, o homem chama de borboleta“.


Devemos ressaltar, também, as lições de vida que transbordam de todos os irmãos. De nossa sublime Ordem emanam ensinamentos capazes de nos desprendermos da tirania, do fanatismo e da ignorância...


É agora o momento, quando nos preparamos, dentro de Loja, através de instruções que educam e libertam da ignorância, é necessário que ao labor de toda hora, exemplificar as lições profundas de sabedoria, de misericórdia e de amor existente nos símbolos ao nosso redor, suplicando que fortaleçamos os laços sagrados da fraternidade entre nós e além dos Templos, pois, a palavra tem força, mas o exemplo é que arrasta.


Queridos Irmãos! Não podemos virar as costas aos irmãos, usar de desculpas, de rodeios. Tende coragem, sedes humildes e simples, ao levantarem templos às virtudes denotam a grandeza do verdadeiro maçom. Não nos é permitido sintonizar com o desamor e o desequilíbrio que aparentemente toma conta da Terra, nesta transição de loucura, de ambição, de violência e de dor aportando em quase todos os lares.


Nós, maçons, não temos o direito de derramar lágrimas de quem quer que seja, e, particularmente, de um irmão maçom cujo dever e obrigação nos impõem sentimentos de amor e carinho.


Por certo, as aflições tendem a piorar. E o maçom moderno, que se fizer rico de tecnologia e pobre de amor, sentirá falta das questões simples, da amizade que fortalece, da alegria pura, a amizade embora delicada tem que ser firme, da bondade fraternal e do sorriso espontâneo que brota da alma. Aliás, sem essa compreensão estamos indo em busca das lágrimas, estaremos na contramão dos ensinamentos maçônicos...


É hora de união e amor, uns aos outros e de olho no olho, façamos jus ao nosso juramento de maçom, onde nossa alma comprometida pelo bem não somente entre nós irmãos, mas de que envidaríamos esforços, trabalharíamos juntos, edificaríamos unidos num só ideal, sem exceção, até com o sacrifício da própria vida, o reino da concórdia, da justiça, a era da misericórdia, é o momento da construção de uma humanidade mais feliz em nossa Terra que se avizinha...


O GADU nos encoraja, não podemos impedir, nem retardar a evolução moral que se acerca de nós, o mundo lá fora espera pelo nosso exemplo, não os decepcionemos.


Portanto, que aconteça o bom, o belo e o justo, e espalhemos a esperança, a alegria de viver, a irrestrita confiança no GADU.


Disputamos em nós a honra de amar, sem nenhuma reserva em nossos corações.


Afirmava com razão e bom senso Josh Billings. “Não existe vingança tão completa quanto o perdão”.


Nossas vendas foram tiradas, nossos olhos vêem, nossos corações vibram de esperança, não há escuridão, vamos sê de verdade aqueles que semeiam a luz para o porvir.


Dizia Leoni Kassef: “Se fortes são os que se unem para o mal, invencíveis serão os que se congregarem para o bem”. Dando-nos consciência de que somos invencíveis, e veja de que somos irmãos.


Alegremo-nos, pelo convite para conhecer a Luz, pela honra do “FIAT LUX“, afinal todos somos filhos da Luz.


Ao indagarem:

O que devemos buscar na Maçonaria?

- Luz e Amor.


A quem cultuamos e obedecemos na Maçonaria?

- Ao nosso Criador o Grande Arquiteto do Universo.


Quais princípios são norteadores da Maçonaria?

- Tornar feliz a humanidade e não descansar até conseguir a completa perfeição moral de todos nós.


O lúcido questionamento de Nando Cordel para alguns de nós da Sublime e Santa Maçonaria serve de profunda reflexão, quando diz:

“O que estou fazendo para o meu enriquecimento interior?

Eu sou luz, mas não sei usar minha luz;

Eu sou paz, mas não sei usar minha paz;”


Finalmente, o sinal representativo do maçom é a assiduidade aos trabalhos em Loja, da mesma forma que a pomba branca é o emblema da paz, o princípio moral emblemático que sentencia o verdadeiro maçom é o pensamento correto, as palavras saídas de sua boca não se perdem na leviandade, são úteis e que os seus sentimentos sejam justos, mesmo que a prejuízo de si mesmo.

Maçonaria sec. 21

Tenho utilizado nos últimos anos, no mês de agosto, este espaço para falar sobre a Maçonaria, em razão de o dia 20 ser o Dia do Maçom. A Maçonaria está entre as instituições mais antigas do mundo. A cada dia aparecem mais informações a seu respeito, que surpreendem até os seus mais dedicados membros. Vem da Idade Média ou mesmo antes, até os nossos dias. A data de seu surgimento ainda não pode ser tratada de forma exata, como também a maioria de suas realizações.
Tem sido muito explorada a sua participação em movimentos sociais e políticos, como na Revolução Francesa, na Independência dos Estados Unidos da América e na História brasileira que vai da Inconfidência à Independência. Ela continua atuando do seu jeito, de forma discreta, por meio dos seus membros, buscando contribuir na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Mas o seu lado menos divulgado será, de acordo com pesquisas, o seu motor no século 21: a formação de homens e mulheres de bons costumes — porque já existe Maçonaria mista. É a transformação de pessoas que têm caráter, potencial — não perfeitas, porque a imperfeição é uma característica do ser humano — em pessoas evoluídas, capazes de colocar os valores espirituais acima dos materiais, que corresponde ao motivo maior da existência desta instituição.
Este pensamento permeia todos os seus atos, é a razão de os maçons se reunirem em um templo. Não se reúnem em um diretório de partido político: o local, a sua crença são para um pensamento universal, de haver homens livres e justos. O maçom não se submete a facções políticas, está sempre lutando pela liberdade. Este fundamento explica por que o mais importante não é sua participação em movimentos de independência, mas sim contribuir para a formação de homens independentes.
O ser é a razão da existência da Maçonaria, e não a disputa pelo poder, como alguns insistem em destacar. No século 15, o Venerável Tomás de Kempis, um cônego regular de Santo Agostinho no Mosteiro de Santa Ana, na Holanda, deixou muitas contribuições sobre a importância do ser sobre o ter, sobre a virtude, que é o valor principal a ser cultivado pelo maçom: “A virtude normalmente se manifesta de fato na adversidade: pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é, e a glória do homem virtuoso é o testemunho da boa consciência”.
E diferentemente do que apregoam muitos, a Maçonaria não é uma religião e muito menos tenta afastar seus membros das Igrejas. Pelo contrário, é requisito para participar de seu quadro acreditar em Deus. Mas o julgamento é um ato pessoal, como coloca Kempis, com muita propriedade: “Cada um julga segundo seu interior. Se há alegria neste mundo, é o coração puro que goza”. Quem pensa diferente pode até estar ou ter passado pela instituição, mas não aproveita o que de melhor ela oferece.
A Maçonaria está presente em todos os países. o ABC conta hoje com 67 Lojas Maçônicas e uma Coligação , que acompanham o crescimento do Município, com a missão de tornar o mundo melhor e contribuir com a formação de homens livres e virtuosos. À medida que a cidade cresce, as instituições vão se fortalecendo, ficando mais independentes e mais focadas em alcançar os seus objetivos.

MAÇONARIA CONTRA CORRUPÇÃO E DESVIOS INSTITUCIONAIS NO PAÍS

MAÇONARIA CONTRA CORRUPÇÃO E DESVIOS INSTITUCIONAIS NO PAÍSPDFImprimirE-mail
Dom, 18 de Outubro de 2009 21:09
Denilson Forato disse: 10 de agosto de 2009 às 11:53 MANIFESTO À NAÇÃO DOS HOMENS LIVRES E DE BONS COSTUMES Meus Irmãos: O sentimento da população brasileira para com a política e os políticos é de profunda indignação e revolta. Infelizmente os desmandos são de tal ordem e número que, além deste sentimento de frustração, as pessoas parecem estar anestesiadas. Os maçons, homens de bem, que com cada um no seu segmento efetua ininterruptos serviços à comunidade, tem, entre seus objetivos, o estímulo ao patriotismo. Conta até hoje em suas reuniões com Irmãos valorosos forma um grupo preocupado com o Brasil e também se sente atingido por esta indignação, que é notória nas ruas. Em vista disso elaboramos o presente manifesto, a ser divulgado de todas as formas e por todos os meios possíveis, objetivando despertar o país da letargia e reverter o quadro lamentável que se espalha entre os brasileiros responsáveis. Ainda que os índices econômicos possam aparentar uma certa tranquilidade, ela é ilusória, na medida em que padrões éticos estão sendo vilipendiados diuturnamente nos mais variados níveis da administração pública. Eles são tanto mais graves, quanto mais próximos da esfera federal. Escândalos de toda ordem, desde malversação do erário, favorecimentos pessoais espúrios, espírito corporativista intoleravelmente reprovável, aumento absurdo no número de cargos e atitudes antiéticas deixaram de ser exceção, para virarem regra. Nem bem um escândalo é divulgado, outro lhe toma o lugar, gerando na população, por esta sequência regular e continuada, aquele sentimento de impotência e letargia referido anteriormente. Parecemos todos zumbis estáticos, observando os fatos sem reagir, descrentes de mudanças positivas. Não se trata de reivindicar um simples e utópico processo de distribuição de renda, de criticar irresponsavelmente a livre iniciativa ou de levianamente censurar bons salários aos administradores públicos competentes. Trata-se de encontrar um modelo mais comedido, em que o cidadão trabalhador não fique estarrecido ao verificar que o que percebe de rendimento em toda uma vida é pago a alguns funcionários públicos e parlamentares em questão de poucos anos, quando não alguns meses, sob as mais variadas denominações! Ainda que fosse somente pelo fato de não carregarmos na consciência a censura de nossos filhos e netos pela nossa omissão e pelo nosso silêncio, e não pelo patriotismo em si, hoje tão pouco em voga, nós, membros da Arte Real, sentimos ter chegado o momento de levantar a voz, pacífica mas energicamente. Este manifesto não pretende ser um brado irresponsável, uma palavra de ordem surrada ou um grito oportunista, que são os adjetivos tantas vezes usados pelos poderosos para abafar os protestos dos insatisfeitos. Ele pretende ser um alerta, um chamado ao despertar, um incentivo à formação de cidadãos que, além de emprego e trabalho, sintam orgulho dos líderes que conduzem através do seu voto aos cargos públicos, dos mais altos aos mais baixos, delegando-lhes poderes para fazer honestamente o melhor pelo país, pela sociedade, pela comunidade. Nós Irmãos Maçons estamos preocupado com a violência já não mais restrita aos grandes centros e que avança dia a dia, alcançando índices alarmantes. Está preocupado com a educação, na qual, sob um distorcido conceito de liberdade, os alunos estão agredindo os professores, as drogas estão sendo consumidas por nossa juventude à luz do dia e diante da polícia, trazendo em seu rastro a criminalidade crescente, apenas para citar alguns exemplos. Os parlamentares estão legislando cada vez menos, porque preocupados em acusar adversários ou em defender-se de acusações, brigando por cargos e benefícios, dando as costas àqueles que juraram defender. Reclamam do Executivo quando este governa com medidas provisórias, mas não têm coragem de simplesmente rejeitá-las, temerosos de que com isso seus apadrinhados sejam prejudicados nas inúmeras nomeações que irão favorecer este ou aquele partido e assim perpetuar as benesses que aparentemente passaram a ser o objetivo principal e imediato de suas ações. Não menos preocupante é o quadro do Poder Executivo em seus vários níveis, pois se vale exatamente deste poder de nomeações e da famigerada “caneta na mão” para manter em rédea curta o Congresso. Nele os parlamentares assemelham-se a sócios lutando por objetivos comuns, embora condenáveis e distantes das necessidades da população. Triste é também a situação do Judiciário, que, embora dispondo hoje de toda a tecnologia da informática, acumula nos gabinetes os processos cujas decisões o cidadão ansioso espera por anos, às vezes décadas. Ilustra bem este quadro a recente divergência manifestada de forma agressiva e lamentável entre os ministros da mais alta corte, o Supremo Tribunal Federal, minando a confiança das pessoas na última instância a que podem recorrer quando têm seus direitos ameaçados ou agredidos. Se a democracia está sustentada nestes três poderes e estes estão tão comprometidos em sua ação efetiva e em seu comportamento ético, fácil é concluir que quando o fundamento é frágil, a estrutura que ele sustenta também se fragiliza e ameaça ruir. Não foi para isso que a democracia foi defendida a alto preço em passado recente. Simplesmente tratar desiguais com igualdade não é democracia, é anarquia! A classe dirigente não pode ser apenas uma elite intelectual. Isso é pouco! Ela tem de ser, antes disso e mais que isso, uma elite moral. Um bom serviço eventualmente prestado no passado por algum político não autoriza e nem pode servir de atenuante para que ele cometa deslizes no presente. Napoleão já dizia que “Toda indulgência para com os culpados revela conivência.” Assim como não se pode exigir que um filho imaturo seja exemplo para seus pais, mas sim o contrário, da mesma forma não se pode jogar nas costas da sociedade a responsabilidade pelo pouco caso que seus dirigentes têm para com a coisa pública, impingindo-se a ela, sociedade, a culpa por suposta falta de critério na escolha dos candidatos eleitos. Esta é uma forma ardilosa, perversa e demagógica de pulverizar a responsabilidade por má conduta, tirando-a dos ombros dos dirigentes para espalhá-la comodamente sobre os ombros dos dirigidos. O objetivo do presente manifesto é, finalmente, despertar na opinião pública, nos clubes de serviço, na Ordem, órgãos representativos, imprensa e comunidade em geral, um clamor para que apareçam sugestões de procedimentos mais éticos e reformas estruturais. Folha corrida limpa para candidatos a cargos públicos? Eliminação ou restrição drástica de comissionados? Redirecionamento das prioridades do país? Assembléia Nacional verdadeiramente “Constituinte” e não simplesmente com poderes constituintes como foi a de 1988? A Constituição “cidadã” efetivamente logrou promover a verdadeira e autêntica cidadania? Manteve equilíbrio entre direitos e deveres? São perguntas ilustrativas que este manifesto, num primeiro momento, deixa no ar, para reflexão. A nossa associação não tem receitas prontas para que esta mudança urgente e inadiável se concretize. Ela deseja sim, juntamente com outras entidades, participar com sugestões. Mas, cabendo originalmente ao Congresso articular as mudanças positivas, é lá que deve acontecer a mudança em primeiro lugar. Os Maçons homens livres e de bons costumes , através deste manifesto, busca o apoio de tantos quantos o lerem e concordarem com ele para que, formada uma corrente de ética, moralidade, cidadania e transparência, se dê um basta a esta torrente de escândalos. Que comecemos todos nós, brasileiros de bem, a construir um país melhor, mais humano, íntegro e civilizado, dirigido por pessoas das quais possamos nos orgulhar e não nos sentirmos profundamente envergonhados, como hoje acontece. Que nos sirva de inspiração, incentivo e fecho deste manifesto a seguinte frase do escritor e analista econômico e político sul-africano, Leon Louw: “Se conseguirmos fazer avançar a multidão na direção certa, os políticos não terão outra alternativa senão sair à sua frente.” Brasil acima de tudo!

Denilson Forato, MI

Baseado no Manifesto de Santa Catarina e Rio Grande do Su

Manifesto à Nação Brasileira

Manifesto  à Nação Brasileira


      A Confederação Maçônica do Brasil–COMAB, órgão que congrega dezenove Grandes Orientes Estaduais, de acordo com os princípios históricos que orientam a Maçonaria Universal, diante dos lamentáveis fatos que abalam a Nação Brasileira e cumprindo seu dever institucional, resolve:

1.- Manifestar seu repúdio aos atos de corrupção, práticas intoleráveis de exercício do poder que agridem a consciência nacional;

2.- Conclamar os cidadãos brasileiros para o exercício permanente do direito/dever de fiscalização dos poderes da República no resgate da moral e da ética na gestão pública;

3.- Ressaltar a confiança nos instrumentos legais já existentes para uma completa apuração dos fatos e imposição de sanções políticas e criminais, medidas que representam o anseio da Nação Brasileira;

4.- Afirmar que, apesar das condutas execráveis de maus brasileiros, devemos acreditar nas instituições encarregadas das investigações para a consolidação da democracia e a preservação do Estado de Direito.

CARTA DA MAÇONARIA PAULISTA CONTRA A CORRUPÇÃO


Nós, maçons  de São Paulo,  reunidos na noite do dia 20 de agosto de 2007 na Capital do Estado, nas dependências da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em sessão solene comemorativa do Dia do Maçom, debatemos e aprovamos os seguintes princípios desta carta, denominada "Carta da Maçonaria Paulista Contra a Corrupção".
Tendo em vista que:
1. Vivemos no Brasil um cenário de exclusão social, onde, a miséria, o preconceito e a corrupção são os principais vilões do País emergente. A miséria leva à marginalidade milhões de pessoas; o preconceito afasta o indivíduo das relações sociais, marginalizando- o; e finalmente, a corrupção mostra a face mais sombria e tenebrosa dessa exclusão social, pois como decorrência direta da malversação do dinheiro publico, faltam recursos para investimentos em educação, saúde, habitação, segurança e transportes.
Assim, as populações mais pobres, que demandam a grande maioria dos serviços públicos, ficam prejudicadas, impedidas até mesmo de exercer o legitimo direito constitucional de ir e vir;
2. Combater a corrupção em todas as suas formas, é um dever maçônico e uma exigência da sociedade, acabando com essa epidemia social que subtrai do povo a possibilidade de uma vida digna e o pleno exercício da cidadania, negando a todos o direito à esperança de um futuro melhor; E considerando que:
· A história pátria brasileira se confunde com a ação de vanguarda social exercida pela Maçonaria através de árduas lutas e conquistas nacionais, legando ao povo o desfrutar da verdadeira liberdade responsável;
· A permanente e relevante representatividade da Maçonaria na sociedade paulista e brasileira fazem-na uma força viva da sociedade;
· A constante preocupação da Maçonaria com as questões sociais regionais e nacionais, acompanhando a evolução humana e identificando um pensamento social cada vez mais exigente para o acolhimento de soluções sérias e definitivas, caracterizando um real interesse na valorização da família brasileira;
Concluímos que:
É necessário recuperar a moralidade publica e instituir a transparência como fio condutor das ações governamentais, criando através da Maçonaria sistemas de operação mais eficientes e permitindo melhor controle da gestão publica, viabilizando fiscalização efetiva e uma oitiva da vontade popular, incentivando a participação da sociedade nas questões de relevante interesse público. Portanto, as Potências Maçônicas que esta subscrevem decidem:
1. A Maçonaria atuará de maneira homogênea, exigindo dos maçons que se acham investidos em funções publicas, um comportamento ainda mais austero e compatível com o rigor da filosofia maçônica;
2. Estimular todos os maçons para que se transformem em focos permanentes de luta contra a corrupção na sociedade, trabalhando ainda para difundir essa luta junto a todos os cidadãos com quem convivem;
3. Acentuar em cada Loja Maçônica a importância da tomada de posição clara e firme que precisa ser tomada por ocasião das eleições municipais, estaduais e federais, orientando os maçons, e, sempre que possível, promovendo debates entre candidatos;
4. Criar no âmbito das Jurisdições maçônicas um Fórum permanente destinado à análise e discussão das origens, práticas e disseminação da corrupção, definindo e adotando ao final, medidas práticas e contundentes para extirpar todas as ramificações da corrupção;
5. Desenvolver um cadastro de restrição maçônica onde constem todos os nomes de pessoas envolvidas nas condenáveis práticas de corrupção e improbidade administrativa, mantendo tais indivíduos vigiados e afastados de qualquer contato maçônico, e sempre que possível, mantê-los fora do serviço publico;
6. Promover a construção de uma sociedade revigorada em seus princípios morais e sociais, baseando-nos para tanto na trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade;
7. Para que sejam concretizadas as decisões anteriormente expostas, as Potências Maçônicas signatárias desta comprometem- se a manter uma comunicação comum e homogênea entre todos os maçons jurisdicionados, conscientizando- os da gravidade do problema e também da importância da participação individual para viabilizar as soluções propostas, a fim de obter um congraçamento de trabalho produtivo e sempre sob os auspícios do Grande Arquiteto do Universo.