quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Como fazer negociação.





1. A NEGOCIAÇÃO 

As negociações não são apenas feitas por vendedores e compradores ou por grandes empresários, mas são feitas por nós mesmos no cotidiano da vida. 

2. Exemplos de Negociação: 
- Conseguir emprego;
- Obter promoção; 
- Casar-se; 
- Obter divorcio;
- Alugar imóveis; 
- Comprar ou vender propriedades.
- Participar de algum investimento; 
- Fazer acordos; 
- Encontrar harmonia entre diferentes departamentos de uma organização. 

3. Negociar é um desafio excitante
Negociar significa tomar as melhores decisões para maximizar seus interesses. Negociação é um processo utilizado para alcançar o intercâmbio de valor capaz de satisfazer os interesses de todas as partes envolvidas 

4. Estratégias para encontrar acordos, justiça, emoção e racionalidade 
Buscar acordos depois de fechar o negócio. Dê algumas informações, fortaleça a confiança e compartilhe informações. Faça muitas perguntas 

5. Estilos de Negociação
Construtores De Negócios, Coelhos, Raposas e Buldogues 

5.1. Buldogues: - Agressivos e dominadores; - Confrontação de vontades; - Vantagens sobre os outros; - Fazem uso de exigências 

5.2. Raposas: - Estilo próprio; - Reservadas e manipuladoras; - Querem levar vantagens; - Transmitem desconfiança. 

5.3. Coelhos: - Não compartilham o que desejam fazer; - Passivo e conciliador; - Temem conflitos; - Apaziguadores. 

5.4 Construtores de Negócios: - Não perdem tempo com questões emocionais; - Experientes; - Idéias claras dos interesses; - Eles gostam da sensação do sucesso alcançado. 

6. TÉCNICAS DE NEGOCIAÇÃO - Negociar é disputar poder. - Poder é autoridade, faculdade de ser forte, supremo, o que nos coloca em posição de vantagem em relação a alguém ou a algo. 

A negociação é um processo pelo qual tentamos persuadir pessoas sobre as quais temos poder limitado (ou nenhum) a nos conceder algo que desejamos, normalmente em troca de alguma concessão. Para negociar melhor, precisamos saber: 
- como reduzir o poder de outro negociador?
- como aumentar o nosso próprio poder? 

7. TÉCNICAS DE NEGOCIAÇÃO - Em negociação o poder está na informação. 

8. Há quatro tipos de negociação:
Negociador A Negociador B
Ganha Perde
Perde/Perde
Ganha/Ganha
Ganha/Perde

9. Características do poder 
- O poder é instável 
- O poder depende da percepção. 
- O poder pode ter origem no nada. 
- O poder é totalmente subjetivo. 
- O poder da aparência: Apresentação Física; Educação; Aspectos psicológicos = imagem 

10. Concessões Concessão é uma revisão de sua posição anterior, a qual você sustentou e justificou abertamente (talvez por muito tempo). Iniciar uma negociação sem alguma concessão em mente significa que você não quer negociar. 

11. Concessões na negociação - Deixe espaço para as concessões. - Obtenha uma concessão do comprador para cada concessão de sua parte (nunca conceda nada de graça). - Concessões não são simétricas. - Concessões devem ser planejadas. - Faça o outro “lutar” para obter suas concessões. - Não seja o primeiro a ceder em questões importantes para você. 

12. Generosidade não é contagiante - Concessões gratuitas não influenciam o outro negociador. - A concessão dada não precisa, necessariamente, ser mantida até o fim da negociação. - Não conceda demais ou muito rápido. - Valorize e justifique suas concessões. - Conceda de forma decrescente. 

13. OS DEZ MANDAMENTOS DO NEGOCIADOR 
Suponhamos que amanhã você vai iniciar uma negociação que pode levar sua organização a ganhar (ou perder?) 30 milhões de reais. Que tipos de cuidados devem ser considerados para que essa negociação possa ser bem sucedida?

Eis Os Dez Mandamentos do Negociador: 

- 1 — Comece a negociação fornecendo e solicitando informações, fatos; deixe para depois os itens que envolvam opiniões, julgamentos, valores. Os primeiros aproximam as pessoas, enquanto que os outros aumentam os conflitos, ressaltam as diferenças, distanciam os negociadores. 

- 2 — Procure vestir a pele do outro negociador, isto o ajudará a compreender melhor a argumentação e as idéias dele. 

- 3 — Quaisquer idéias somente serão aceitas se forem boas para ambas as partes; nos contatos com o outro negociador mostre como suas idéias podem ajudar a resolver os problemas dele. 

- 4 — Procure sempre fazer perguntas que demandem respostas além do simples SIM ou NAO; assim fazendo você está obtendo informações e menos julgamentos.

- 5 — A dimensão confiança é importantíssima no processo de negociação; procure ter atitudes geradoras de confiança em relação ao outro negociador. Se pensa em enganá-lo lembre-se de que no próximo ano vocês dois podem ter que voltar a negociar. 

- 6 — Evite fazer colocações definitivas ou radicais, mostre-se sempre pronto a render-se a uma argumentação diferente ou a idéias melhores que a sua. 

- 7 — Nunca “encurrale” ou “pressione’ o outro negociador; por melhor que seja a sua situação —posição. Na negociação é sempre interessante deixar uma ‘saída honrosa” para a outra parte. 

- 8 — Cada pessoa tem seu estilo de negociação, determinado tipo de necessidades e motivações; ao negociar lembre-se dessas diferenças e busque apresentar suas idéias de uma forma adequada às características de comportamento e interesses do outro negociador.

- 9 — Saiba ouvir, procure não atropelar verbalmente o outro negociador, isto aumentará a confiança dele em você e o ajudará a conhecê-lo melhor. 

- 10— Procure sempre olhar o outro negociador pelos seus aspectos positivos, pelas suas forças; evite concentrar-se apenas em suas fraquezas. Esta abordagem é também fundamental para o sucesso da negociação.

Inteligência de Mercado Imobiliário por Geoprocessamento





O que você precisa analisar? ... Qual região você deseja estudar? ... Que dados georeferenciados são necessários?

O Gestor Imobiliário é capaz de realizar pesquisas ad-hoc, sob encomenda, garantindo a satisfação de necessidades específicas de cada cliente.
As pesquisas, também conhecidas por geomarketing englobam inúmeras possibilidades de estudos que, normalmente, não estão disponíveis nos seus diversos níveis de busca e exigência.
O escopo da pesquisa é elaborado junto com a empresa /incorporadora contratante, que delimitará os parâmetros a serem seguidos, informações a serem pesquisadas e áreas a serem estudadas. 
Exemplos de Estudos:
Estudos de área de influência

* Dispersão de itens de serviços
* Características da população
* Contagem de itens

O cliente estabelece um ponto (endereço) a ser analisado, e escolhe uma área de influência, ou seja, área do entorno do ponto escolhido, que considere apropriada para o estudo. Esta área pode ser estabelecida num raio de metros ou kilometros.
A partir do traçado dessa área de influência no mapa, podemos elaborar a contagem de equipamentos disponíveis, por exemplo: quantidade de bancos, shoppings, lançamentos das empresas concorrentes; ou analisar dados específicos da região como, por exemplo, as características da população na área estudada.

Segmentação de informações de lançamentos

Os dados dos lançamentos imobiliários poderão ser segmentados de acordo com a necessidade do cliente, por quantidade de dormitórios, tipo de uso, acabamento, sustentabilidade, valores ou região.
O trabalho de segmentação, contagem e análise de lançamentos em uma área de influência específica também são possíveis.
Uma ferramenta importante, é o estudo de informações de qualquer variável do setor censitário do IBGE, à escolha do solicitante e/ou por sugestão do analista.
Usualmente são ofertados os dados do setor censitário do IBGE apenas em relação a quantidade de população e renda do chefe de família, porém, nas pesquisas customizadas podemos utilizar qualquer variável disponível pelo IBGE em seu censo. São mais de 500 variáveis que podem ser utilizadas de acordo com a necessidade do usuário contratante.

Distância entre dois pontos de um mapa

Em princípio, é obtido por meio de software utilizado para as pesquisas ad-hoc, mas não indispensável. Utilizando a escala indicada no mapa, pode-se estabelecer distâncias entre os itens do perímetro selecionado, por exemplo: levando-se em conta um endereço especifico na cidade, qual a escola mais próxima, qual a agência bancária mais próxima, postos de saúde e/ou hospitais e assim por diante, referente a qualquer item disponível em nosso banco de dados.

Georeferenciamento de banco de dados

Caso o contratante necessite de informações que o analista não disponha em seu banco de dados, o mesmo poderá realizar a coleta das informações necessárias, de acordo com os critérios previamente estabelecidos.

Banco de Dados

Exemplificamos abaixo, uma série de informações que podem ser utilizadas nas pesquisas customizadas. Entre elas estão:

* Áreas contaminadas
* Bens tombados
* Operações Urbanas
* Faculdades
* Equipamentos culturais como bibliotecas e museus.
* Equipamentos públicos. 
* Equipamentos de saúde como hospitais e postos de saúde
* Entre outras informações.

Condomínio...O quê é isso?




Condomínio é a associação de pessoas para manutenção de propriedade comum, com direitos e deveres iguais ou na proporção da fração ideal de cada condômino, implicando na contribuição para o rateio das despesas em edifícios de apartamentos, conjuntos de lojas e casas em condomínio fechado. A Lei do Condomínio e Incorporações (Lei n.º 4.591 de 16/12/64) orienta a criação de condomínios. A característica principal do condomínio é a convivência simultânea em dois graus de utilização do bem dentro de uma mesma propriedade: o uso pleno do imóvel dentro da unidade privativa e o uso restrito, compartilhado, das áreas comuns. A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245 de 18 de outubro de 1991), também regulamenta as relações condominiais. A constituição de um condomínio implica na redação de uma convenção que deve ser registrada no mesmo Cartório do Registro de Imóveis em que foi registrada a Incorporação, devendo ser aprovada por, no mínimo 2/3 dos proprietários e ser seguida por todos os moradores. Todo condomínio deverá ter a sua convenção, caso contrário, estará em situação irregular e todo morador tem direito a uma cópia da convenção.

A Convenção do Condomínio deve conter:
. Discriminação das partes exclusivas e das áreas comuns.
· Destino das diferentes partes e equipamentos de uso comum.
· Modo de uso dos equipamentos e serviços comuns.
· Forma e proporção de rateio das despesas comuns e extraordinárias e gastos com manutenção.
· Modo de escolha do síndico e do conselho consultivo.
· Atribuições do síndico (além das previstas em lei).
· Remuneração ou não do síndico.
· Quorum para os diversos tipos de votação.
· Forma de contribuição para o Fundo de Reserva.
· Forma e quorum para as alterações da convenção.
· Forma e quorum para aprovação do Regimento Interno.

O Regimento Interno contem as normas que regulamentam a conduta interna dos condôminos e deve se afixado em local visível. Apesar de não obrigatório, é pelo Regimento Interno que são disciplinadas as regras de funcionamento do condomínio, visando garantir uma boa convivência entre os moradores. O Síndico é uma pessoa eleita por dois anos, com direito a reeleição, para administrar os interesses e os negócios do condomínio. Pode ser proprietário ou inquilino, morador ou não, pessoa física ou jurídica. A remuneração do síndico é facultativa, devendo estar prevista na Convenção de Condomínio. Já o sub-síndico existe para auxiliar o síndico na administração do condomínio e substituí-lo em caso de ausência. Sua eleição não é obrigatória.

Atribuições do síndico

· Representar o condomínio, ativa e passivamente, em juízo, ou fora dele.
· Defender os interesses e negócios do condomínio.
· Exercer a administração interna da edificação quanto à sua vigilância, moralidade e segurança.
· Impor multas, estabelecias por lei, convenção ou regimento interno.
· Cumprir e fazer cumprir o estipulado em convenção, regimento interno e assembléias.
· Prestar contas à assembléia do condomínio.
· Guardar pelo menos por cinco anos a documentação relativa ao condomínio.
· Manter bom relacionamento com os condôminos.
· Informar aos condôminos sobre as reformas e obras que se tornarem necessárias, apresentando com antecedência os orçamentos.

O Conselho Consultivo existe para assessorar o síndico na administração do condomínio. Sua constituição não é obrigatória e deve ser prevista na Convenção. Deve ser composto por três condôminos, sendo um o presidente, e igual número de suplentes, eleitos por dois anos com possibilidade de reeleição por igual período. 

O Conselho Fiscal é importante para fiscalizar a movimentação financeira do condomínio. Deve ser formado por três membros, sendo um o presidente, e três suplentes, todos eleitos por dois anos com possibilidade de reeleição por igual período. Sua constituição não é obrigatória. 

A administradora do Condomínio pode ser uma pessoa física ou jurídica encarregada das funções de ordem administrativa do condomínio. Em geral, é uma empresa especializada, escolhida pelo síndico aprovada pelos condôminos em assembléia. É preciso atenção com o contrato de prestação de serviços. A Assembléia Geral, Ordinária ou Extraordinária, é uma reunião de condôminos, convocada pelo síndico ou pelos moradores, conforme previsto em Lei ou na convenção do condomínio, para discutir e aprovar assuntos de interesse comum. A Assembléia Geral Ordinária é obrigatória por força da Lei 4.591/64. Uma vez por ano deve ser realizada para a prestação de contas, discussão e aprovação do novo orçamento, além de outros assuntos, incluindo eleição de novo síndico, se for o caso. A Assembléia Geral Extraordinária não é obrigatória, mas pode ser realizada quando necessária para tratar de questões urgentes ou de interesse geral. Um grupo de condôminos, representando no mínimo um 1/4 do total, também pode convocá-la para discussão de assuntos de interesse geral. O proprietário é responsável pelas despesas com obras, reformas ou acréscimos na estrutura integral do imóvel como pintura de fachadas, iluminação, instalação de equipamentos de segurança e prevenção contra incêndio, telefonia, intercomunicação, esportes e lazer, além de indenizações trabalhistas e previdenciárias pela dispensa de empregados, desde que fora do período da locação. Estão excluídas da responsabilidade do proprietário as despesas relacionadas aos gastos corriqueiros do condomínio. O Fundo de Reserva é uma parcela do condomínio, paga pelos proprietários, para cobrir despesas urgentes e inadiáveis, não previstas no orçamento. A forma de arrecadação é regulada pela convenção e se for destinado à cobertura de despesas ordinárias (de responsabilidade do inquilino) dever ser reposto pelo inquilino, salvo se anterior à locação. A Assembléia Geral Especial é realizada nos casos especiais previstos em lei, como ocorrência de sinistro total ou que destrua mais de 2/3 da edificação para decisão sobre demolição e reconstrução da edificação ou ainda sobre a alienação do imóvel, quer por motivos urbanísticos, arquitetônicos, quer em decorrência de condenação da edificação em virtude de insegurança ou insalubridade. Todo proprietário de uma ou mais unidades em um edifício, participante da assembléia tem direito ao voto, pessoalmente ou através de um procurador (munido de procuração com firma reconhecida). Cada condômino terá direito a tantos votos quantas unidades autônomas possuir no condomínio. Nas decisões da assembléia que envolva despesas ordinárias do condomínio, o locatário poderá votar, caso o condômino-locador não comparecer (art. 83 da Lei 8.245/91 que inclui o § 4º na Lei 4.591/64). A contribuição condominial é a parcela de pagamento de condomínio proporcional a cada unidade do edifício. Geralmente, salvo previsão em contrário, a cota de cada condomínio é correspondente à fração ideal do terreno relativa à sua unidade. Pagamento por previsão é a quitação da contribuição condominial antecipadamente. É calculado em função da previsão de gastos para um determinado período, devendo ser aprovado em assembléia. Pagamento por rateio é a quitação da contribuição condominial depois de apurado os gastos, que serão divididos entre os moradores.

Você conhece os riscos imobiliários?




Todo investimento apresenta um risco proporcional ao ganho que se deseja obter. No caso de empreendimentos imobiliários, os riscos são expressivos e não podem ser menosprezados, pois a construção envolve investimentos altos.
Segundo especialistas, a construção civil tem dois vetores de risco. O custo e o mercado. A tendência é de que o primeiro deixe de ser um risco do ponto de vista sistêmico, uma vez que os construtores estão mais preparados para lidar com novas tecnologias e sistemas de produção. O segundo vetor, no entanto, pode ser mais perigoso. Estar alerta ainda é o caminho mais seguro para a tomada de decisões.
Uma etapa importante e arriscada quando mal interpretada é a pesquisa de mercado. A fase que mais inspira a formatação dos produtos imobiliários é também crítica por ter um alto custo mas nem sempre resultados muito precisos. Como se caracteriza pela não- repetitividade, torna-se mais difícil corrigir ou aperfeiçoar algo depois, efeito contrário ao das pesquisas aplicadas na indústria de bens de consumo não-duráveis, cuja produção tem continuidade e dá a possibilidade de aperfeiçoamento do produto.
Nem sempre a demanda corresponde aos dados da pesquisa, e as vendas podem ser um fiasco. Segundo especialistas, o problema está na interpretação errônea dos dados. Em geral, mede-se o volume de demanda quando na verdade as pesquisas revelam uma tendência de comportamento, ou seja, pode-se mostrar um certo padrão de liquidez para determinada tipologia de produto mas não se consegue medir um vetor específico de demanda. 

Viabilidade

Daí os problemas decorrentes do lançamento de um produto semelhante a outro que foi um sucesso de vendas sem observar-se a viabilidade dessa prática, cujo procedimento é bastante comum na construção civil. O ideal é descobrir um nicho de mercado não-explorado, mas mesmo nesses casos o grau de risco pode ser elevado. A tendência de comportamento das empresas é lançar os empreendimentos e só ir adiante quando determinada velocidade de vendas é alcançada. 
Enquanto a pesquisa alimenta a formatação do produto, a análise de custo e previsão de orçamento fornecerão subsídios para os estudos econômicos e financeiros que vão validá-lo. Em geral esse tipo de análise não é realizado com a devida intensidade, seja porque o empreendedor não tem estrutura capaz de fazê-la, seja porque não está disposto a pagar esse tipo de estudo, sujeitando-se a mergulhar num risco do qual não se conhece a dimensão. Existem técnicas sofisticadas para a avaliação de riscos financeiros e econômicos e pode-se discutir com muita confiança se a análise for bem-feita.
O conhecimento dos riscos, além de evitar surpresas durante a execução, contribui para a busca de alternativas e novas estratégias quando necessário. No entanto, é comum desconsiderar os fatores de riscos nas análises, validando perspectivas otimistas em detrimento de estratégias para dirimir riscos. É o caso de atrasos no empreendimento por motivos legais, técnicos, comerciais, ou eventuais inadimplências, ações judiciais, aumento de custos não previstos ou falta de financiamento imobiliário, por exemplo. Além disso, é importante não ignorar nos estudos os fatores mutáveis de longo do tempo, tais como preço de venda, custo de construção, tributos e tarifas.
No caso de tomada de financiamento, é imprescindível inserir no estudo de viabilidade as exigências bancárias para não se aceitar condições que possam fragilizar o negócio ou impedir a construtora de honrar compromissos. O empreendedor imobiliário deve fugir de armadilhas ofertadas pelos bancos com exigências de difícil cumprimento, notadamente a de demanda prévia para liberação de parcelas, condições de amortização ou de repasse ao mutuário final restritas, e exigências de contragarantias desproporcionais.
A exigência financeira mais arriscada, no entanto, é a contrapartida da venda de determinado número de imóveis na planta. Mesmo que essa meta seja cumprida, existe a possibilidade de o restante do empreendimento não ser vendido em tempo recorde e no final corre-se o risco de as vendas não serem suficientes para cobrir o saldo devedor, que terá de ser pago com juros altos. Embora seja desejável a venda direta na fase de lançamento, não se deve ignorar que o mercado é reticente em comprar imóvel dessa forma.
É necessário levar em conta as variações inflacionárias, que acarretam defasagens e impedem o comprador de efetuar os pagamentos. As conseqüências dessa situação devem ser minimizadas com o monitoramento da evolução dos custos e ações preventivas como ajustes dos prazos da execução, das estratégias de venda e da avaliação das especificações técnicas e de acabamentos do empreendimento.

Comercialização

Outro ponto relevante é a comercialização, cujo maior risco é a incompatibilidade entre a velocidade de vendas programada e a efetuada, o que demanda mais investimentos e prejudica o fluxo de caixa do construtor/incorporador. Especialistas concordam que os negócios imobiliários só são validados se tiverem um grau de alavancagem razoável. A baixa velocidade de vendas exige investimento não previsto, as obras atrasam e começam os problemas econômicos na tentativa de se arrumar a equação de fundo do empreendimento.
Como a velocidade de vendas é sempre uma incerteza, é importante avaliar os riscos de um resultado negativo antes do lançamento. Outra questão a ser prevista na análise econômica é a perspectiva dos resultados das vendas.
Quem define o preço é o próprio mercado e deve-se avaliar se vale ou não a pena lançar um empreendimento com os valores praticados, para as vendas não estacionarem depois. Por conta da expectativa de lucratividade máxima, é muito comum o empreendedor perder vendas. 
Outra questão a ser considerada são as mudanças de mercado em relação à economia, tributos, impostos e legislações técnicas entre o período inicial de estudos do empreendimento até sua conclusão. Como o retorno do empreendimento depende muito do fluxo financeiro, nem sempre gera o resultado esperado porque pode ter sido vendido em fases posteriores e a receita pode não ser suficiente para cobrir o custo financeiro desse empreendimento durante o período em que o caixa esteve negativo.

Aprovações

A burocracia e irregularidades são os campeões de reclamações quando o assunto é aprovação de terrenos. Problemas com IPTU, concessionárias, alvarás para demolição, autos de conclusão e passivos ambientais são só alguns. Tamanha burocracia pode engavetar o projeto por tempo indeterminado e em casos extremos reduzir a margem de lucro do empreendimento.
Para evitar riscos desse tipo, costuma-se adotar algumas precauções para que esse problema não venha a afetar substancialmente o empreendimento, tais como formular um contrato de compra e venda no qual parte do pagamento esteja vinculada a alguma regularização. 
Recomenda-se evitar confiar cegamente nas certidões apresentadas pelos vendedores sem serem checadas para evitar posteriormente qualquer tipo de litígio que leve a perdas financeiras ou que possa culminar em paralisação da construção durante a sua execução. Além disso, destaca-se o cuidado na aquisição de terrenos de empresas ou de empresários e diretores de empresas com passivos trabalhistas. A justiça trabalhista é generosa em empregar a figura da desconsideração da pessoa jurídica atingindo vendas perfeitas e acabadas.

No canteiro de obras

As atividades operacionais, embora mais passíveis de controle, contabilizam uma série de riscos. Os principais estão relacionados às patologias na execução dos serviços de construção, que implicam custos na pós-ocupação e nas manutenções.
Há um perfil comum de patologias verificado nas mais diversas edificações no Brasil, tais como fissuras estruturais por recalques de fundação, exposição de armações estruturais por má execução dos espaçadores da armação ou por descuidos no lançamento do concreto, fissuras horizontais e verticais nos encontros das alvenarias com as vigas e pilares de concreto armado, fissuras no sentido diagonal em vãos superiores de janelas e portas e inferiores das janelas por ausência ou má execução de vergas e contravergas, infiltrações nos pavimentos inferiores às lajes superiores em áreas descobertas por inexistência, má execução ou especificação incorreta do material impermeabilizante e vazamento nas tubulações, entre outros.
Um projeto executivo detalhado com recomendações em destaque para essas patologias usuais, no caso de arquitetura, de estrutura e de instalações pode chamar a atenção dos executores e minimizar consideravelmente os problemas desses serviços. As consultorias especializadas, por meio de projetos e relatórios de análises e recomendações, são valiosas e permitem maior segurança e qualidade, além de economia no custo de execução e do pós-ocupação para os serviços de fundação e de impermeabilização.
É de suma importância incluir nos contratos de serviços entre a construtora e o empreiteiro as recomendações sobre a prevenção dessas patologias. Quando o assunto é prestação de serviços, é necessário ainda considerar mais alguns fatores relacionados ao trabalhador.
Os riscos nesse caso estão vinculados basicamente à informalidade e à segurança. O setor chega a concentrar 70% da massa trabalhadora sem registro em carteira. Esse tipo de prática é arriscado e pode gerar passivos trabalhistas. É importante manter o controle constante de todo o pessoal que entra na obra, pois é comum os prestadores de serviços manterem no anonimato seus funcionários sem registro.
Em relação ao corpo técnico, os riscos podem ser menores vez que, é cada vez mais comum o Contrato de Prestação de Serviço Técnico, formalizado entre a empresa contratante e uma pessoa jurídica, em geral uma empresa com um único profissional ou uma sociedade de profissionais, como nos casos de projetistas e consultores. A contratação por CLT é, em geral, além de mais cara para a empresa, desfavorável ao profissional, em função da elevada carga tributária incidente sobre os salários.
No quesito segurança, a negligência, seja por parte da empresa ou do trabalhador reticente em usar os equipamentos de proteção, é fator gerador de multas previstas na NR-18 e a embargos que podem comprometer o cronograma da obra. Segundo a engenheira de segurança do SindusCon-SP, Regina Zanella, deve-se treinar o operário antes do início da obra e convencê-lo sobre a importância do uso de equipamentos de segurança. Os principais riscos são de queda, erro na operação de equipamentos, choque por descarga elétrica e soterramentos.

Banco de dados

Toda incorporadora desenvolve uma metodologia específica de pesquisa para diminuir os riscos relacionados à formatação dos empreendimentos
Para obter dados mais precisos existe a coleta informações do público que visita seus plantões de vendas para conhecer preferência por regiões, valor e características do imóvel desejado. As informações são lançadas num banco de dados e complementadas por contato telefônico. Os clientes que compraram algum imóvel preenchem duas pesquisas em momentos distintos. No pós-venda, entrega das chaves e pós-ocupação. Os dados são cruzados para identificar pontos fortes e fracos da incorporadora e propostas de melhorias.
Além disso, ao preparar um lançamento, a incorporadora realiza entrevistas com roteiro prévio, direcionadas e gravadas para posterior análise com moradores de empreendimentos da região, preferencialmente com os síndicos, buscando entender o que o morador próximo valoriza ou não gosta, tanto da região como no local que já mora, para poder corrigir erros e ressaltar as vantagens.

Quanto custa

Uma estimativa errada da área equivalente e do custo/m2 leva a distorções de até 20% nos orçamentos.
Quanto mais detalhados os projetos e especificações, mais próxima da realidade será a estimativa de custos. Inversamente, quanto menos informações, maior a margem de erro e conseqüentemente produzirá falhas quanto ao estudo de viabilidade.
A avaliação de área equivalente e custo por metro quadrado de construção é um fator comum de equívoco que pode distorcer até 20% da margem nas estimativas. O problema está relacionado ao erro no cálculo da área equivalente. É o caso de empresas que adotam no projeto legal para aprovação, a área prevista pelo arquiteto, que em alguns casos não contemplam certas áreas descobertas e cobertura para fins de cálculo da área total da edificação.
Além disso, os riscos da utilização de custos unitários incompatíveis com as características de edificação, e da omissão da remuneração da construtora ou de custos indiretos (despesas jurídicas, bancárias), também causam diferenças significativas no estudo de viabilidade.
Nos casos em que não for possível o fornecimento imediato dos projetos arquitetônicos e complementares, assim como o memorial de especificações, aconselha-se às empresas, desenvolverem ao menos um estudo de massa com a discriminação das áreas e um caderno de especificações técnicas e de acabamentos, para que as premissas das estimativas tenham uma referência aceitável. Para avaliação de áreas equivalentes e custos unitários, mesmo que de forma sucinta, a empresa deve elaborar os quadros I (cálculo das áreas nos pavimentos e das áreas globais) e III (avaliação do custo global da construção) da NBR 12721. Os custos unitários, preferencialmente, devem ser obtidos de obras semelhantes já realizadas.

(Doenças) dos Imóveis.




-INFILTRAÇÕES:

As infiltrações podem causar diversos danos nas edificações como: choque elétrico, deterioração da estrutura com riscos futuros de instabilidade, problemas estéticos e a depreciação do imóvel, além de poder causar prejuízos aos vizinhos.

• Oito entre cada dez prédios apresentam, ou já apresentaram problemas de infiltração.

• A maior ocorrência de infiltração se dá nas áreas molhadas, na ordem decrescente: sanitário, cozinha, área de serviço, varanda, jardineiras.

• As infiltrações nas fachadas aparecem em segundo lugar, na ordem decrescente: paredes e esquadrias. Nas paredes, a maior incidência se dá naquelas revestidas com massa única e pintadas, seguidas daquelas com pastilhas, cerâmica, mármore/granito e vidro.

• Em terceiro lugar aparecem as coberturas, na ordem decrescente: telhas, lajes expostas e calhas.

• Dos prédios que têm fissuras, 98% apresentaram problemas de infiltração.

• Por último, e em pequenas proporções, aparecem infiltrações nos subsolos, pavimentos vazados, casas de máquinas, poço de elevadores, etc.


- RACHADURAS:
- As rachaduras mais preocupantes são as que aparecem em algum elemento da estrutura do prédio - pilares, vigas ou lajes.

- As rachaduras nas paredes de alvenaria (que apenas separam ambientes) também podem representar um problema na estrutura ou apenas um problema de acabamento (sem gravidade).

PRINCIPAIS CAUSAS DE RACHADURA EM EDIFÍCIO DE CONCRETO ARMADO: 
• Variações de temperatura;
• Variações de umidade;
• Atuação de sobrecargas na estrutura;
• Recalques de fundação (deformação da fundação causada por afundamento do solo)
• Alteração química dos materiais.

- RACHADURA NAS PAREDES DE ALVENARIA:

- Ao aparecer uma rachadura em alguma parede, piso ou teto, o importante é verificar se ela aumenta no comprimento e, principalmente, na largura.

- Meça a rachadura com uma régua e acompanhe a evolução com o passar de alguns dias.

- Se ela aumentar, é provável que exista algum problema na estrutura - as lajes, vigas e pilares não estão suportando a carga do prédio e a transmite para as paredes.

- Se ela não evolui, é provável que seja algum problema relativo ao acabamento.

- RACHADURAS NAS PEÇAS ESTRUTURAIS:

- Ao aparecer uma rachadura em algum elementos de estrutura - pilares, vigas ou lajes, o importante é chamar o mais rápido possível um profissional qualificado para que ele avalie o problema e a eventual necessidade de se adotar métodos corretivos.

- Entre outros problemas, as rachaduras na estrutura podem causar corrosão da armadura (barras de aço que ficam dentro do concreto), causando sérios danos à resistência do edifício.

- RACHADURAS NOS PILARES:

- As rachaduras nos pilares são as mais graves, pois são eles que transmitem a carga do prédio para a fundação.

- RACHADURAS EM ÂNGULO:

- São as mais preocupantes. Em geral, são causadas por um recalque (afundamento do solo e consequente comprometimento da fundação do prédio).

- RACHADURAS VERTICAIS:

- Em geral são causadas quando o pilar está com sobrecarga (está recebendo mais peso do que sua capacidade). 

- RACHADURAS HORIZONTAIS:

- Podem surgir por problema de recalque ou quando a carga é excêntrica (atua fora do centro do pilar).

- RACHADRAS NAS VIGAS:

- Em geral, acabam formando as flexões, nem toda flexão representa risco.

- RACHADURAS INCLINADAS:

- Aparecem próximo da junção da viga com o pilar, causadas por sobrecargas. Indicam que a viga está querendo se separar do pilar.

- RACHADURAS VERTICAIS:

- Aparecem no meio da viga, no vão formado pela distância entre um pilar e outro, também por sobrecarga. São chamadas de fissuras de flexão.

- RACHADURAS HORIZONTAIS:

- São decorrentes de fissuras provenientes do gradiente de temperatura.

- RACHADURAS NAS LAJES:

- Normalmente, as fissuras saem dos cantos e vão para o meio da laje. É comum os apartamentos de último andar apresentarem rachaduras nas paredes devido a variação de temperatura, o que causa a dilatação da laje.

– DIREITOS DO CONSUMIDOR

A Lei 8078/90 que dispõe sobre o Código do Defesa do Consumidor, é um importante instrumento que deve ser acionado paras fazer valer os direitos de quem se sentir prejudicado pela má qualidade dos produtos e da prestação de serviços, desde que executados por profissionais e empresas legalmente habilitados.

- RECOMENDAÇÕES:

O conhecimento das Doenças ou Patologias das Edificações, é muito importante para o GESTOR IMOBILIÁRIO, mormente quanto ao cálculo de Depreciação do imóvel avaliando. É justamente aí, que carece de conhecimentos o Gestor Imobiliário e o Técnico em Transações Imobiliárias. Há necessidade do reconhecimento das Patologias presentes no imóvel, como fundamentação e embasamento técnico do item depreciação em qualquer dos métodos escolhidos para a avaliação, sem necessitar ater-se aos métodos corretivos respectivos.
Caso haja necessidade premente do apoio técnico de profissional de Engenharia, pode, o Gestor Imobiliário e o TTI, terceirizar este serviço, compondo assim o seu laudo avaliatório.