terça-feira, 17 de novembro de 2015

Os 3 Pilares para a Empregabilidade


Diante de um cenário em constante mudanças e cada vez mais exigente, é necessário a busca da Empregabilidade através dos 3 pilares: 
Saber, Fazer e Ser. 

“Saber” são os conhecimentos adquiridos e a adquirir através de cursos livres, formação acadêmica, vivencia no ambiente de trabalho, “fazer”, colocar em pratica os conhecimentos adquiridos com eficiência e qualidade pautado na busca dos resultados esperados pela Organização e o “ser” um dos fatores fundamentais para a continuidade do trabalho, que é o comportamento, atitudes, engajamento, saber trabalhar em equipe, ter facilidade e adaptação as mudanças, estar aberto a novas demandas e cobranças em virtude de um cenário cada vez mais exigente, entre outras qualidades. 

Empresas contratam pelo “conhecimento e domínio técnico”, mas demitem pelo terceiro pilar, o “ser”, seus comportamentos.

Pergunte pra si mesmo como anda o seu comportamento e atitudes? 

Esteja atento e preparado, não coloque a sua Empregabilidade em jogo. Avalie diariamente seus pontos fracos a serem melhorados.

A união e busca da qualidade dos 03 pilares “saber”, “fazer” e o “ser”, são fatores fundamentais para a Empregabilidade, busca de um emprego ou a tão sonhada promoção.

Melhore a cada dia seus 3 pilares!

O mercado de trabalho mudou. E você?



Nos últimos 20 anos com o advento da era da informação e da Internet e as expectativas exageradas em relação ao mundo virtual e a nova economia , houve uma revolução sem precedentes no mercado de trabalho.

Esta revolução foi causada basicamente pelo uso indiscriminado do computador e informatização das empresas, criando-se ferramentas maravilhosas e uma infinidade de siglas (B2B – Business To Business, B2C –Business to consumer, ERP-Enterprise Resource Package, ERM – Employee Relationship management, CRM – Customer Relationship Management, BI – Business Intelligence), porém em alguns momentos foi ignorado que no centro de tudo isto estão as pessoas e elas é que fazem a real diferença.
Diversas empresas investiram milhões em equipamento e tecnologia, esquecendo porém de investir na  tecnologia na gestão do conhecimento / capital humano e retenção de talentos, tão comumente conhecida como humanidade.

Geralmente nos preocupamos tanto com investimentos em equipamentos, tecnologia, acompanhar a próxima onda que nos esquecemos das pessoas que tornam tudo isto possível.

No topo da organização estão executivos com MBA, MIM e outras tantas qualificações, pessoas de grande talento e brilhantismo, porém por vezes falta uma comunicação efetiva entre o topo da empresa/organização e o restante da organização na busca por uma visão empresarial única e comprometimento comum na organização.
Sob meu ponto de vista alguns fatores chave de uma estratégia bem sucedida para o Mercado de trabalho seriam:

a-) COMUNICAÇÃO: Estabelecer uma comunicação bilateral entre o topo e a base da empresa , objetivando a integração da visão corporativa com as possibilidades reais construindo assim o consenso de ambas as partes em relação a realidade.
Uma comunicação truncada ou falha pode custar muita a empresa, pois irá atrasar ou inviabilizar planos estabelecidos inicialmente.


b-) GESTÃO DO CAPITAL HUMANO: Identificar e reter os melhores potenciais, tendo em mente que uma boa pessoa com um treinamento correto se torna um bom profissional, ao passo que o oposto nem sempre é verdadeiro.
Portanto neste tópico o desafio é identificar e treinar o potencial humano da empresa e com isto desenvolver uma lealdade e relacionamento com os funcionários o ERM (Employee Relationship Management). 
Mais do que nunca as pessoas estão sendo apresentadas a uma nova realidade, aonde não se tem mais uma descrição de cargo ou estabilidade e ao invés disto devemos começar a ter uma descrição deresultados a serem atingidos.
Portanto deve-se buscar dar condições necessárias para que os colaboradores gerem os resultados esperados.


c-) COMPROMETIMENTO:  Com uma correta comunicação dos objetivos e contando com a gestão efetiva do capital humano, o comprometimento (da alta administração, média gerência e colaboradores em geral) é fundamental para se poder unir todas esta peças e se começar a construir  uma nova mentalidade empresarial efetiva e de empregabilidade sustentável.

d-) GESTÃO DA MUDANÇA:  A única constante nos últimos tempos tem sido a mudança, as evoluções sociais, tecnológicas e políticas estão ocorrendo numa velocidade cada vez maior.
Mais do que novas tecnologias, formas de gestão ou dominar outros idiomas uma nova disciplina se faz necessária: a gestão da mudança.
Além de ter novas ferramentas as pessoas têm que aprender novas formas de pensar e descobrir  inicialmente o que fazer com as novas tecnologias e desafios.

As pessoas têm que ser estimuladas a buscar novos usos para a tecnologia, gerando empregos, melhorando a qualidade de vida e dando um maior fôlego para a economia e por conta disto tanto as pessoas como as empresas saem ganhando.

Boa sorte e muito sucesso !

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ÉTICA E MORAL, NA EMPRESA DO SÉCULO XXI




“Pessoal, o que seriam Moral e Ética? Além de fazerem parte da vida do ser humano, também estão no mundo do empreendedorismo?”

Com essas indagações, damos inicio às nossas palestras sobre Moral e Ética nas empresas. Dentro deste contexto, vamos retornar às situações pensadas e praticadas na Grécia Antiga, uma vez que foi lá que esses termos, essencialmente da vida humana, tiveram ponto de partida no que diz respeito à construção do comportamento.
Falamos de construção do comportamento pelo assentamento de idéias sobre idéias que aconteceram pelo agir, sentir e pensar dos homens e que os estudiosos da Filosofia têm investigado os pontos de vista em torno desses dois termos.

O termo Moral tem origem latina na palavra mos (pensar sobre). Já a palavra Ética tem origem grega, ethos (agir sobre).

No entanto, estes dois termos com o passar dos tempos, tornaram-se sinônimos de comportamento dos Homens e das Empresas.

Assim, pela Moral temos o poder de criar idéias, ou seja, imaginar como será o agir e o sentir. E, pela Ética, temos o poder de praticar aquilo que sentimos e pensamos.

A Moral se refere às normas ou regras que regem (ou deveriam reger) certos aspectos da conduta humana; a Ética se aplica à disciplina filosófica que trata de estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de apreciação sobre as ações humanas qualificadas de boas e más.

Assim, ética é o comportar-se de forma individual ou coletiva por ações justas e para o bem, no propósito de ajudar o ser humano a conquistar seu apogeu.

Hoje, no mundo contemporâneo, o consumidor exigente busca relacionar-se com empresas que contribuem para a construção de um mundo atual e justo; que praticam ações dignas de uma empresa responsável, ou seja, empresas com atitudes às claras e com relacionamentos eficazes junto à sua clientela.

Contudo, estimado empresário, para conquistar credibilidade – o bem mais valioso do mundo empresarial –, pratique ações justas e para o bem. Pode acreditar, você se surpreenderá com os resultados.

Líder ou empregado arroz com feijão? Fuja disso, já!





Constantemente sou questionado por clientes e amigos sobre o porque não conseguem sobressair em sua profissão ou empresa, sendo que já possuem formação e estão supostamente engajados no contexto.


Para responder este tipo de questionamento pode ser necessário apurar diversas variáveis, contudo é bem provável que seja por serem líderes ou empregados “Arroz com Feijão”. Não é bem o tipo de resposta que as pessoas querem, mas diante de alguns exemplos fica claro. Enfim o que isso quer dizer?

Quantos de nós já não criamos expectativas sobre nossas formações e experiências? Achamos que ao terminar a faculdade ou agregarmos duas a três pós-graduações, doutorado ou ir para o exterior: Pronto, somos aquilo que o mercado precisa! Ingênuo equívoco, pois aumentar o conhecimento de carreira é apenas o “Arroz com Feijão”, saber o que é essencial para melhorar o seu desempenho no rumo que escolheu é que requinta o cardápio.

As pessoas evoluem e obviamente o mercado acompanha. Há algum tempo atrás eram poucas as pessoas com qualificações profissionais, então, se possuía algum diploma ou experiência específica em algum setor, já poderia se considerar cogitado para ser um empregado ou líder de uma grande empresa, mas atualmente não. Com a evolução da sociedade e a globalização ficou muito fácil ter acesso a educação, conteúdos diferenciados e locais antes de difícil acesso.

Todos os dias surgem inúmeros administradores, engenheiros, médicos, advogados etc. com uma ou mais pós-graduações e especializações. Nas empresas existem muitas pessoas para executar o mesmo tipo de função devido a agilidade exigida pelos processos. Então, como se destacar e não ser somente o “Arroz com Feijão”?

Assim como em nossa casa temos que ser eletricistas e bombeiros de plantão para consertarmos aquele ferro de passar que caiu ou aquela torneira que está vazando até que chegue o especialista, assim devemos ser no âmbito empresarial. Não basta ser um ótimo profissional, é necessário se adaptar às novas tecnologias e tendências, precisamos saber utilizar um computador, fazer uma planilha, enviar e-mails e saber utilizar as funções mínimas do celular por exemplo. Estas questões básicas trazem uma grande modificação na trilha rumo aos seus objetivos. 

Imagine que são 12:00 e você enfim parou para ler e-mails, ao conferir a caixa de entrada visualiza uma mensagem de seu diretor enviada as 8:30 solicitando um gráfico de controle orçamentário do seu setor para que ele possa tomar uma decisão importante. Ah! Um detalhe, ele precisa disso até as 13:00 deste dia. Você possui em mãos todas as informações necessárias, mas não tem ideia de como consolidar isso em um gráfico simples no Excel, pois quem faz isso para você é seu assistente, que naquele momento está em horário de almoço, e agora?

Situações como estas acontecem todos os dias e as pessoas tendem a criar desculpas e não se aperfeiçoam. Neste caso acima é comum culpar o dia que foi corrido, o diretor que solicitou em cima da hora ou mesmo crucificar o empregado que estava em seu horário de almoço, alegando que ele tinha de estar disponível, enfim, poderia ser resolvido se um conhecimento básico da ferramenta necessária fosse adquirido.

É muito comum lidarmos com pessoas que são ótimas formações acadêmicas mas sem a mínima experiência ou jogo de cintura para lidar com processos paralelos, que são dependentes de estagiários ou de um colega do lado para terminar um trabalho. Então, além de saber muito sobre o ramo que escolheu, procure se adaptar as necessidades do momento em que está vivendo, aprenda, mesmo que o básico, daquilo que é importante para que possa continuar em desenvolvimento.

Procure descobrir quais aptidões paralelas você necessita para desenvolver bem sua atividade, se é um arquiteto, aprenda a utilizar um programa de desenho digital, se é administrador ou engenheiro, saiba utilizar bem um gerenciador de planilhas eletrônicas, se é advogado ou psicólogo, aprenda a utilizar um gravador e editor de textos, ou seja, aprenda aquilo que é necessário para executar sua atividade plenamente, prepare-se para destacar e boa sorte!

O problema está na comunicação.






Dizem que para cada fato existem pelo menos três verdades. A de quem está de um lado do fato, a da outra parte envolvida e a terceira de um observador alheio. Sendo assim a verdade verdadeira de verdade de algo que aconteceu é, por princípio, impossível. Cada lado tem sua interpretação e experiência sobre o ocorrido de acordo com seu ponto de vista que é afetado pelo contexto, crenças, valores e, principalmente, seus objetivos.

Quando falamos em comunicação corporativa acontece a mesma coisa.

existe um “gap”, uma diferença de interpretações, um conflito de pontos de vista.

Participo com muita frequência de seminários, workshops e eventos e vejo apresentações de cases que são uma verdadeira pérola. Tudo é perfeito, funciona e dá resultados extraordinários, os números comprovam.

Entretanto também tenho acesso a pesquisas internas de diversas empresas, as vezes as mesmas que vejo apresentando seus cases e onde, inevitavelmente, o quesito comunicação figura entre os maiores problemas. Principalmente a comunicação entre líderes e liderados.

Então quem está certo? E quem está mentindo ou aumentando?

A resposta é: todos e ninguém. Não necessariamente nessa ordem.

É natural que os departamentos de RH e comunicação foquem e compartilhem aquilo que dá certo e principalmente aquilo que é mensurável. Só quem trabalha nessas áreas sabe o quanto é difícil convencer uma empresa da necessidade de algumas iniciativas, ainda mais se elas não vierem acompanhadas do ROI (retorno sobre investimento).

De outro lado é natural também que os colaboradores emitam suas necessidades e desejos de melhoria na comunicação entre seus pares e superiores, ainda mais quando quem pergunta é alguém de fora da empresa (uma consultoria por exemplo) e eles estão protegidos pelo anonimato nas respostas.

O perigo dessas duas realidades é que a empresa, leia-se alta liderança, acaba por escolher em qual verdade acreditar e baseia suas ações a partir daí. E é muito mais fácil acreditar que tudo vai bem e que temos números para provar do que o contrário.

E aí se perpetua a má comunicação travestida de melhores práticas.

Para o bem da minha prestação de serviços na área de comunicação interna não vejo saída ou solução definitiva desta diferença de interpretações. Mas acredito que cada parte pode fazer algo para se aproximar da outra.

As empresas de um lado, acreditando que os números não falam tudo e diferenciando ferramentas de comunicação e comunicação efetiva. (uma distribui informação a outra conecta pessoas) e, de outro lado, os colaboradores que podem se utilizar das ferramentas de comunicação à sua disposição para incluir sua insatisfação nos números.

Enquanto as duas partes enxergarem apenas aquilo que interessa ou é favorável, a máxima do Guru da administração, Peter Drucker, continuará valendo.

“Mais de 60% dos problemas e conflitos de uma empresa (organização) estão ligados à falhas na comunicação”

Já imaginou você com 60% a menos de problemas?

Faça o TBC…( Tire a Bund.. da cadeira)

E agora com licença que to indo resolver os meus 60%!

Oi tudo bem? Algum problema? Posso ajudar?

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Qual a Perspectiva Econômica para 2016?

De acordo com a pesquisa das expectativas do mercado, realizada pelo Banco Central do Brasil (BCB) com expectativas até outubro de 2015, o cenário de crescimento econômico é cada vez mais trágico. As expectativas de mercado no início de 2013 para o crescimento do PIB em 2015 se encontravam próximas de 3,5% (que era uma expectativa do PIB potencial na época). Contudo, a piora gradual mas contínua da condução da política econômica, resultando numa das mais graves crises fiscais o país (“nunca antes nesse país…”) colocou essa projeção em trajetória de queda. Assim, em 2015 a economia deve cair 3%. Com sorte 2016 não reduzirá  a economia mais de 1%, apesar das expectativas já apontarem queda de 1,5%. Conforme as projeção, talvez em 2019 nós tenhamos o mesmo nível de produção que em 2014. Considerando também o ano que passou, são 3 anos de estagnação econômica com inflação em alta. São 3 anos de perda de poder de compra. São 3 anos (no mínimo) de consequência dos erros econômicos e políticos dos últimos anos. E são outros 3 para recuperar o tempo perdido. O Brasil tenta dar um passo ao futuro mas parece dar dois passos ao passado e é por isso que sempre seremos o país do futuro.
A inflação que fechou 2014 praticamente no teto do intervalo tolerado (6,4%) está bem acima da meta (4,5%) para 2015 enquanto os juros fecharam o ano passado em patamar acima de quando a presidente assumiu (em 11,75%), com viés de alta para combater a inflação que continua em patamar elevado. Para os próximos anos a expectativa de inflação acima da meta se mantém (9,85% para 2015 e 6,2% para 2016), com convergência para meta no médio prazo (2019!, sim é frustrante). Na última avaliação a expectativa de inflação estava em 8,5%, ou seja, um rápida deterioração da situação em pouco tempo. Enquanto isso, a taxa de juros que deve oscilar dentro da casa de 2 dígitos nos próximos anos, com expectativa de 14,25% para 2015 e 13,0% para 2016 (lembrando que a pesquisa FOCUS reflete uma percepção do mercado sobre vários indicadores econômicos). Nesse cenário de inflação e juros altos, as projeções de PIB devem continuar em baixa.
  • PIB
Nos próximos dois anos o brasileiro ficará com mais saudade de olhar para o PIB de 2014 do que pensar em como vai terminar os anos de 2015/2016. A trajetória de revisões do PIB nos últimos anos que colocou a projeção em patamar negativo (recuo de 3% do PIB) é reflexo da postura e das políticas econômicas do país. Os erros se sobressaem aos acertos (claramente) e ao invés de crescer e gerar renda, nós estamos destruindo empregos, produção e empobrecendo. As políticas heterodoxas de anabolizar o PIB quando o ciclo era de alta só fizeram com que a situação fiscal se deteriorasse e esgotaram os instrumentos para se combater a crise quando ela de fato chegou. Conclusão? Os efeitos da crise se aprofundaram.
Nossa presidenta mitológica (ela é um mito, para quem não sabe, afinal em cada discurso há um grande desprendimento da realidade, como no recente caso de estocar vento…) achou que era Ícaro, prometeu o Bolsa-Enxame e o criou o programa “Minha Colméia, Minha Vida” em troca de cera das abelhas e arrancou as penas de uma gaivota (na versão tupiniquim deve ter sido uma galinha e daí que deve vir o vôo de galinha do PIB). Assim, construiu suas asas e voou, fugindo dos labirintos de Brasília e quis voar perto demais do Sol (ou do PMDB). Parece não ter ouvido o conselho dos ortodoxos e as asas derreteram e acabou por cair ao mar da política. O final trágico ainda não se anunciou, mas seguramente nossa versão de Ícaro está a deriva e talvez se afogue.
Desde 2011 já havia sinais de esgotamento do modelo econômico, sinal de que já estávamos perto demais do Sol. Não foi surpresa o PIB de 2014 crescer 0,1%, assim como não deve ser surpresa que o PIB de 2015 seja negativo e que em 2016 também devemos retrair a atividade econômica. Sair de uma perspectiva de crescimento de 3,5% para -3,0% esse ano (são 6,5 pontos percentuais de diferença)  é algo que poucos países sérios conseguiram até hoje. Talvez o Brasil não seja sério, conclusão. Se em três anos (2014-2015-2016) o Brasil poderia crescer acima dos 3% ao ano (ou 9% no acumulado) mas na prática deve cair 4,5% no acumulado, pode-se dizer que são 13,5% de PIB que não foi gerado. Por favor, coloquem esse número na conta da eleição! Não, não é desvio nem corrupção, é inabilidade e incompetência! São R$ 737 bilhões que deixaram de ser criados, são R$ 3.685 que deixou de crescer na renda per capita do brasileiro.
Infelizmente, as trajetórias para os anos além de 2016 também começam a reduzir. O ano de 2015 era considerado o ano do ajuste no início do ano, mas até agora não se viu nada. Comunicar um ajuste não é o mesmo que executar um ajuste (para ler mais sobre isso veja: Ajuste Fiscal ou “Alô, alô, planeta terra chamando…”). O país está andando para trás. O desemprego está aumentando, a arrecadação continua a ser mais fraca e isso requer um novo ajuste para fechar as contas. Enquanto a presidente fica com “popularidade em baixa”, o cidadão (na maioria quem a escolheu) fica com desemprego, fica com “renda em baixa”, fica com dívida em alta e fica com sofrimento para toda família.
  • Inflação
Como já retratado no último update de mercado (em Jun/2015 – aqui), duas observações sobre a inflação são interessantes (mas não são boas). A primeira é a de que o Banco Central falha em perseguir a meta de inflação. Durante todo o primeiro mandato da presidenta Dilma não houve convergência para a meta de inflação e não deve haver para 2015 nem para 2016. Eu só posso entender isso como uma falha, independente de qualquer viés ideológico, pois comunicar algo e não atingir é uma falha e ponto. A segunda observação é referente ao estrago dos preços administrados (que foram segurados artificialmente até se ganhar a eleição), que destrói o IPCA de 2015 e contamina o resultado para os próximos anos. Temos 2015 com quase 10% de inflação (perda de renda do trabalhador), temos o BC não aumentando juros nas últimas duas reuniões e as expectativas subindo mais e temos 2016 apontando para uma inflação acima do limite superior de tolerância da inflação (me recuso a chamar de teto da meta, pois a meta é 4,5%, sendo em si mesma o próprio piso e teto, senão não era meta). O limite superior significa já ter estourado a meta e superar o limite superior significa estourar a tolerância, o que não parece querer significar nada, aliás não sei mais o motivo de existir esse limite, já que não tem uso.
Assim, deixamos a meta em aberto e dobramos a meta, uma vez que a meta de 4,5% já foi superada e o dobro dela também. Há pouco para se dizer a não ser que não existe gestão no Banco Central, a julgar não pelo trabalho diário de todos os excelentes técnicos, mas a julgar pelos resultados entregues a sociedade. No fim do dia, vale o que é entregue.
  • Juros
De pedalada em pedalada, o juros foi subindo o morro. Acho até que deveríamos criar uma ciclovia para que o juros passeie tranquilamente. Em reportagem do Valor em 14/10 (BC admite que juro baixo causou inflação – aqui), veiculada por outros sites de informações, o próprio BC se coloca como responsável por ter causado pressão inflacionária nos últimos anos, consequência dos mandos políticos de forçar a taxa de juros para baixo, como queria (de forma velada) a presidenta. Assim, no gráfico abaixo a montanha russa dos juros no país apontam mais uma vez para a seriedade das instituições no Brasil: gostamos de viver com emoções! É o nível mais alto dos juros, em meio a crise, que corrobora a visão dos anabolizantes econômicos nos períodos de alta da economia e os efeitos colaterais nos momentos da crise, aprofundando os sintomas.
Visto dessa maneira, não há que se esperar projeções positivas. Para 2015, apesar da alta do dólar que poderia contaminar a alta de preços, o BC não elevou os juros, por entender que os efeitos na economia seriam mais devastadores do que a inflação. Méritos do BC e culpa do BC, pois está refém de uma situação que é a soma de erros históricos e interferência política. Fez bem em não aumentar os juros mas ainda está operando de forma passiva, com as mão atadas. Questiona-se a credibilidade mais uma vez pela passividade. Até o final do ano a SELIC deve permanecer em 14,25% ao ano, segundo as projeções de mercado. Para 2016 espera-se uma redução suave até o final do ano, para fechar em 13%.
Façamos as contas de SELIC em 14,25% em 2015 com inflação de 9,85% e a taxa de juros real ex ante é de 4,4% ao ano e para 2016 temos que a taxa de juros real deve se aproximar de 6,8%. Nesse nível, são poucos os investimentos produtivos que batam essa taxa (considerando principalmente que a demanda está em baixa e não tem prazo para recuperação), motivo pelo qual a taxa de investimento no país não deve se elevar nos próximos anos, tendo o mercado de títulos públicos a maior atratividade. Soma-se a isso o fato do governo estar em péssima situação fiscal e ter que emitir títulos com elevadas taxas de retorno, como mostra a tabela abaixa retirada do site do Tesouro Direto (acesse aqui). As taxas reais acima de 7% e mais até para os títulos prefixados (para inflação de 6,2% em 2016, o pré 2018 pagará 9,61% de juros ao ano) colocam a trajetória de dívida do governo numa crescente situação de piora.
A situação econômica no país não é boa e não tem muito prazo para melhorar nos próximos 2 anos. O reflexo das escolhas individuais do pais nos colocaram nessa situação, de forma democrática. Agora todos pagamos pelos erros do governo.

Dinâmica para lidar com o estresse no trabalho.



Eis a dinâmica do ambiente profissional: atender às demandas dos clientes, metas a cumprir, prazos apertados, reuniões, concorrência acirrada, pressão por melhores resultados, e por aí vai. Isso tudo tem aumentado o estresse na vida dos trabalhadores, pois o desgaste a que as pessoas são submetidas acaba ocasionando consequências negativas no aspecto físico e emocional. De acordo com dados divulgados  pela ISMA (Associação Internacional do Controle do Estresse), sete entre cada dez trabalhadores brasileiros sofrem de estresse no trabalho.

É preciso compreender que o estresse não é uma doença em si, pois ele sempre fez parte da evolução humana. Estresse é um estado que o organismo cria quando submetido a situações de tensão que exigem adaptação, esforço e resiliência. O estresse prepara o corpo para enfrentar as situações de pressão. Um determinado nível de estresse não é ruim, pois isso ajuda uma pessoa a se adaptar às diversas situações e, também, a superar uma adversidade. O problema está quando o organismo começa a ficar em desequilíbrio devido ao excesso de trabalho, pois é preciso um tempo para recuperação física e mental.

E você, como lida com o estresse no trabalho? Lembre-se de que em muitos casos as situações que envolvem o trabalho são neutras, ou seja, elas podem se tornar positivas ou negativas, dependendo da percepção e interpretação que você atribui.

De acordo com os estudiosos no assunto, existem dois tipos de estresse:


1 - Eustress: que é o estresse positivo que estimula a lidar com a situação, que motiva e serve de impulso para a pessoa alcançar um resultado que considera importante.

2 - Distress: o estresse negativo. As consequências deste tipo são mais prejudiciais à saúde, pois formam agentes causadores de inúmeras doenças. É o estresse pesado, que afeta o bem-estar. Ele é evidente quando a pessoa não sabe se adaptar a uma nova situação, gerando sentimentos negativos, entre eles a raiva, a frustração etc.

Procure aprender a lidar com o estresse em seu cotidiano, repensando seu estilo de vida no trabalho. Atualmente, um dos maiores causadores de doenças é o estilo de vida que a maioria das pessoas leva sob alto nível de estresse. Veja abaixo algumas dicas simples que podem lhe ajudar a gerenciar melhor o estresse:


- Pare e relaxe. Você precisa reconhecer seus limites, então, durante o dia pare, respire calmamente, faça um alongamento breve se for necessário.

- Gerencie melhor o seu tempo. O segredo está em aprender a gerenciar a si mesmo e administrar melhor suas tarefas. Defina suas prioridades com um tempo adequado para executá-las, depois aja sem deixar a ansiedade atrapalhar seu desempenho.
- Seja mais resiliente. Preste atenção se você não está olhando predominantemente para o lado negativo das situações. Cabeça erguida, sem fazer tempestades em copo d'água.


- Esteja presente no aqui e agora e se preocupe menos. A maioria das pessoas gera o distresse porque dispersa muita energia pensando demasiadamente no futuro. Faça suas tarefas com alegria no momento presente, e não desperdice a si mesmo.



- Saiba dizer não. Aceitar uma atividade em momento inapropriado pode prejudicar várias outras atividades importantes. Desenvolva um bom diálogo com as pessoas com quem trabalha para definir as prioridades e se lembre de que ninguém pode abraçar o mundo.



Portanto, saber lidar com o estresse é uma das habilidades mais importantes para quem almeja crescer e se realizar no ambiente profissional. Se esse for o seu desejo, não espere o estresse dominá-lo, esteja consciente que é você quem deve assumir o controle.