sexta-feira, 28 de setembro de 2018

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O MINHA CASA MINHA VIDA



Fazer um financiamento pelo programa Minha Casa Minha Vida é a melhor opção para alcançar o sonho de comprar seu imóvel. A grande vantagem desse programa do governo federal é que ele facilita essa aquisição. Desde o início do Minha Casa Minha Vida, mais de 4 milhões de unidades habitacionais já foram entregues, segundo dados do governo federal.

No entanto, são impostos alguns limites para conseguir o financiamento. Por isso, criamos este conteúdo, para mostrar tudo o que você precisa saber sobre o Minha Casa Minha Vida. Você entenderá o que é o programa, como ele funciona, quais são as suas regras, as suas vantagens, como o financiamento pode ser contratado e quais são as dúvidas mais comuns.

O Minha Casa Minha Vida é um programa do governo federal, cujo objetivo é facilitar o financiamento da casa própria para pessoas com renda salarial baixa. Assim, essas famílias conseguem pagar um valor mensal que não compromete as contas e ao longo do mês.

Além disso, podem pagar um valor de entrada mais baixo do que seria obrigatório no caso de um financiamento comum. O Minha Casa Minha Vida é gerenciado pela Caixa Econômica Federal (CEF), mas o Banco do Brasil (BB) também executa o programa.

Porém, quais são as características dos financiamentos? Quem pode participar e como isso pode ser feito? A seguir, compreenda melhor esses aspectos!

1. Como ele funciona?

Como informado, o Minha Casa Minha Vida é um programa voltado para algumas faixas salariais. Por isso, ele não financia todos os imóveis nem são todas as pessoas que podem participar.

O primeiro requisito é que o imóvel seja novo. Além disso, em cada município existe um limite de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que impacta no valor máximo a ser financiado. O limite de financiamento é o seguinte:

Até R$ 225 mil: válido para as regiões metropolitanas de São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro.
Até R$ 200 mil: aplicado para as regiões metropolitanas de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais.
Até R$ 180 mil: válido para o resto das cidades, exceto para aquelas com menos de 20 mil habitantes.
Até 90 mil: direcionado para municípios com menos de 20 mil habitantes.
Dentro desses limites de valor para a residência que se deseja adquirir, também existem regras para os cidadãos que querem participar do financiamento, como veremos a seguir. O cálculo da prestação é feito automaticamente e você fica sabendo quanto pagará todos os meses antes mesmo de assinar o contrato. A primeira prestação vence em 30 dias depois da assinatura, mas se não for uma boa data, você pode alterar o vencimento posteriormente.

O pagamento da prestação pode ser feito por débito automático ou boleto. No caso do débito, a prestação será debitada da sua conta e basta verificar o extrato bancário para confirmar que o pagamento ocorreu. Se for por boleto, o pagamento pode ser realizado em agências bancárias ou casas lotéricas.

Apesar de facilitado, o financiamento do Minha Casa Minha Vida também passa por um processo de aprovação, que pode levar alguns meses e exigir a entrega de documentos como CPF, RG, extrato bancário e renda salarial. Assim que o financiamento é aprovado, a assinatura do contrato é agendada, sendo que esse prazo pode ser de até 15 dias.

2. Quem pode participar?

Podem participar cidadãos que possuem renda familiar de até R$ 6.500,00. No entanto, existem outros critérios que são analisados e exigidos, entre eles:

Não ter recebido outro benefício habitacional do governo;
Não ser registrado no Cadastro Nacional de Mutuários;
Não ter um imóvel;
Não fazer parte do Programa de Arrendamento Residencial;
Não ter financiamento habitacional ou de materiais de construção;
Não ter registro no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal;
Não ser empregado nem casado com algum funcionário da CEF.
Depois de conhecer esses critérios, é importante verificar as duas formas de ser um beneficiário do programa. Elas são divididas pela renda, como vamos mostrar a seguir:

Faixa 1 — renda até R$ 1.800,00: boa parte do valor da compra é subsidiada pelo governo federal. A porcentagem pode chegar a 90% do valor do imóvel.
Porém, o valor da parcela não pode ser superior a 10% da renda familiar. O financiamento tem limite máximo de 10 anos e as taxas de juros são bastante baixas.

Faixa 1.5 — renda entre R$ 1.801,00 a R$ 2.350,00: o subsídio do governo federal pode ser de, no máximo, R$ 45.000,00 para imóveis com valor de até R$ 135.000,00. O financiamento a partir dessa faixa tem taxas de juros um pouco mais baixas que as aplicadas nos financiamentos comuns e o limite máximo de pagamento é 30 anos.
Faixa 2 — renda entre R$ 2.351,00 a R$ 3.600,00: o valor custeado pelo governo federal deve ser verificado diretamente na CEF ou no BB, já que o subsídio pode variar.
Faixa 3 — renda entre R$ 3.601,00 a R$ 6.500,00: a taxa de juros aplicada é de 8,16% ao ano, mas não é especificado um valor subsidiado.
Vale a pena destacar que trabalhadores autônomos também podem se inscrever no Minha Casa Minha Vida. Para comprovar a renda, basta apresentar o extrato de movimentações bancárias e a declaração do Imposto de Renda.

3. Como fazer a inscrição?

A inscrição no Minha Casa Minha Vida depende da sua faixa salarial. Se for de até R$1.800,00, deve ser realizada diretamente na Prefeitura da sua cidade.

Em seguida, as famílias cadastradas são analisadas pela CEF e aquelas que passarem pela seleção participam de um sorteio, sendo contempladas posteriormente. Com renda acima desse valor, você pode entrar em contato diretamente com um consultor ou com o BB e a CEF.

Vantagens do programa

1. Taxa de juros mais baixa
Os juros aplicados ao financiar um imóvel pelo Minha Casa Minha Vida são mais baixos. Segundo as novas regras do governo federal, implantadas em 2015, os juros para as faixas 2 e 3 variam entre 6% e 8% ao ano. A faixa 1.5 tem uma taxa de juros de 5% ao ano e a faixa 1 é isenta.

2. Financiamentos em áreas urbanas e rurais

Além do financiamento nas cidades, o Minha Casa Minha Vida também pode ser aplicado a áreas rurais. Existem algumas diferenças pontuais, como a renda bruta anual entre R$15.000,00 e R$ 60.000,00, o prazo de pagamento (geralmente de até 10 anos) e os documentos a serem entregues. Essas indicações podem ser verificadas com o BB, a CEF ou um consultor.

3. Possibilidade de utilizar o FGTS

Como você já viu, o FGTS pode ser utilizado para pagar parcelas em atraso, mas também pode ser aplicado para pagar a entrada do imóvel. Assim, fica mais fácil comprar e até reduzir o valor das parcelas seguintes.

4. Atendimento especializado

As pessoas que compram o imóvel pelo Minha Casa Minha Vida têm um atendimento especializado. Ele irá variar conforme o tipo do financiamento adquirido.

Contratando

Assim como em qualquer tipo de financiamento, ao contratar o programa Minha Casa Minha Vida é preciso tomar alguns cuidados. Conheça abaixo os principais pontos com os quais você deve ter atenção!

1. Escolha o banco

Os únicos bancos que operam com esse programa são a CEF e o BB. Portanto, qualquer suposta proposta de outras instituições financeiras não é válida.

Para ter certeza de que está tudo correto, você pode entrar em contato com o BB e a CEF ou fazer a simulação diretamente nos sites. A vantagem de fazer a simulação é conhecer o prazo de pagamento e o valor das parcelas, verificando se elas cabem no seu orçamento.

Você também pode entrar em contato com um consultor, ou seja, o representante de uma empresa que trabalha com o Minha Casa Minha Vida. Neste caso, seu atendimento será personalizado e esse consultor cuidará de todos os detalhes relativos à sua negociação.

2. Conheça mais sobre o pagamento

Para não ter problemas, você deve conhecer todos os dados relativos ao pagamento do financiamento. Neste conteúdo, você já viu diversas informações a esse respeito.

Mas ainda faltam alguns detalhes. Por exemplo: você sabia que pode fazer o contrato do Minha Casa Minha Vida sozinho, mesmo sendo casado?

É claro que, para isso, você deve ser casado com regime de separação total de bens. No entanto, mesmo neste caso, será considerada a renda bruta familiar.

Amortização

Outra questão importante é saber que você pode fazer o pagamento antecipado das parcelas, desde que ainda esteja em fase de amortização. Neste caso, há duas formas possíveis:

Tabela Price: as parcelas têm sempre o mesmo valor, o que muda é o prazo de pagamento. Caso você faça a amortização, diminuirá a quantidade de parcelas a serem pagas.
Sistema de Amortização Constante (SAC): todos os meses, as parcelas diminuem um pouco. O pagamento é feito no limite máximo de prazo, mas o valor das parcelas reduz. Se for feito o pagamento antecipado, o valor das parcelas reduz mais.
O problema da tabela Price é que, como as parcelas têm um mesmo valor sempre, elas podem ser reajustadas e, ao final, o valor dos juros pode ser mais alto que no SAC. Por isso, indica-se comparar os juros nos dois casos.

3. Cuidados com o financiamento

Existem ainda alguns cuidados gerais que devem ser tomados. O primeiro deles é não pagar nenhum valor antecipado.

A CEF e o BB não solicitam o pagamento de nenhuma taxa antecipada. Isso é realizado somente na assinatura do contrato, com o pagamento da entrada.

Além disso, você deve se atentar para as condições exigidas e para o pagamento em dia das parcelas. Saiba que, assim que o contrato é assinado, você tem 30 dias para se mudar para a nova casa.

Dúvidas mais frequentes

1. É possível realizar o financiamento em outra cidade?

A condição é que você tenha um ano ou mais de residência na cidade ou que o financiamento seja de uma localidade próxima àquela em que você mora atualmente. Para fazer isso, você também deverá apresentar os comprovantes de endereço do seu local de trabalho.

2. O que acontece se as parcelas atrasarem?

Se o pagamento atrasar, serão cobradas multas e juros de acordo com os dias de atraso. Se as parcelas atrasadas não forem pagas, o imóvel pode ser leiloado. No caso de atraso no pagamento, existem três formas de quitação:

Usar o FGTS: é possível sacar o valor do FGTS para pagar as parcelas atrasadas, desde que você tenha pelo menos 5 atrasadas. Para isso, também é necessário ter três anos de carteira de trabalho assinada e sacado o FGTS também há mais de três anos.
Renegociar a dívida: os valores atrasados podem ser renegociados, aumentando o valor das parcelas seguintes. Nesse caso, você não paga na hora o que está atraso, mas precisa cumprir os pagamentos seguintes com esse valor adicional.
Pagar à vista: essa também é uma alternativa, caso você consiga pagar o valor atrasado com o 13º salário, por exemplo. A grande vantagem é reduzir o valor da multa e dos juros.

Você também deve pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em dia. Assim como outras contas básicas, como as de água e luz.

3. É possível financiar mais de uma vez?

O financiamento pode ser realizado somente uma vez. Caso você esteja participando de outro programa habitacional do município, também não pode solicitar seu financiamento no Minha Casa Minha Vida. No entanto, você pode participar do programa se for proprietário de um terreno, desde que não haja construção no local.

4. É possível financiar junto com um parente?

Sim! Você também pode fazer o contrato junto com algum parente.

5. O que ocorre em caso de separação?

Em caso de separação do casal, o financiamento continua valendo e o pagamento deve ser realizado da mesma forma, sendo que ambos são responsáveis.

6. É possível vender o imóvel?

Em relação à posterior venda do imóvel, isso pode ser realizado somente se você fizer parte das faixas de renda acima de R$ 1.801,00. O imóvel obtido na primeira faixa não pode ser vendido.

Conclusão

O Minha Casa Minha Vida é um programa perfeito para você comprar seu primeiro imóvel e começar a formar seu patrimônio. Com taxas de juros mais baixas e vantagens atrativas, você tem a certeza de que está fazendo um bom negócio! Por isso, aproveite as condições e converse com um consultor, que pode indicar a melhor opção para o seu caso.

COMPRANDO IMÓVEIS NA PLANTA: CUIDADOS, ERROS E DICAS






A decisão de comprar um imóvel é uma das mais importantes que alguém pode tomar na vida. Muitas vezes, ela representa ficar livre do aluguel e sempre significa que um patrimônio sólido está sendo construído. Porém, significa também que um investimento considerável deverá ser feito, o que requer um planejamento cuidadoso, necessário para dar segurança à negociação.

Um exemplo disso é que você pode conseguir preços mais baixos e condições de pagamento facilitadas quando o imóvel escolhido está na planta. Porém, é preciso ter um cuidado redobrado. Afinal, o comprador está comprando uma promessa que só pode ser vista no papel e que ainda levará algum tempo para ser cumprida. Além disso, há o parcelamento durante a construção e um valor de financiamento após a entrega das chaves, condições que precisam ser conhecidas com detalhes.

Portanto, além de alguns critérios que o comprador deve prestar atenção na hora da escolha — que dizem respeito à localização, ao tipo de imóvel e à idoneidade do vendedor —, também é preciso ter atenção para as condições de pagamento, que devem ser vistas minunciosamente, a fim de evitar dores de cabeça no futuro.
Por isso, preparamos este conteúdo que te ajudará a identificar os cuidados e os erros cometidos nesse tipo de compra. Também colaboraremos com algumas dicas que, certamente, ajudarão você a evitá-los. Começaremos falando sobre as alternativas de financiamento existentes e como funcionam os processos de financiamento. Em seguida, falaremos sobre os desafios que você enfrentará e apresentaremos uma série de recomendações que serão bastante úteis para a sua compra.
No financiamento de um imóvel na planta, você deve levar em conta que existem duas etapas a serem cumpridas. A primeira é aquela que começa no momento em que você assinou o contrato de compra e venda com a construtora, que é o documento que oficializará a negociação, e a segunda é aquela que vem após a entrega das chaves quando, em grande parte das vezes, o comprador recorre a um financiamento bancário para fazer frente ao custeio do saldo devedor do imóvel junto à construtora.
É importante ter em mente que quando a construtora lança um empreendimento imobiliário ela também pensa nessas duas etapas. Assim, para a primeira, que antecede a entrega das chaves, ela cria uma tabela que busca oferecer boas condições de pagamento para os compradores, mas que também sejam compatíveis com a necessidade que ela tem de receber o dinheiro que é necessário para dar andamento à construção. É por isso que é muito importante conhecer a idoneidade e a solidez da construtora, para se certificar de que ela será capaz de dar início e andamento à obra, mesmo se não conseguir vender na planta a maioria dos imóveis projetados.

1. Tabela durante a construção

De modo geral, quando o imóvel é comprado na planta e o projeto não é subsidiado por nenhum programa do governo, a construtora cria um parcelamento que, normalmente, é composto da seguinte maneira:
Sinal: parcela que geralmente é paga no ato da assinatura do contrato de compra e venda e que sacramenta a negociação.
Parcelas mensais: têm valores que devem caber no bolso do comprador e que são pagas até a entrega das chaves.
Parcelas intermediárias: parcelas maiores que são pagas em períodos intermediários mais longos — trimestral, semestral, anual — e que exigem maior esforço de pagamento.
Chaves: parcela que também é mais elevada. É cobrada na entrega das chaves do imóvel.
A forma de composição da tabela e os valores que são cobrados variam de construtora para construtora e estão associados ao valor do imóvel e ao prazo de entrega da obra.

2. Reajustes

Na composição da tabela durante a obra, a construtora leva em consideração a inflação da construção civil que está projetada para ocorrer entre o início da obra e a entrega das chaves. Assim, ela aplica uma correção mensal sobre as parcelas que, durante a obra, deve ser feita pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC), que mede a variação dos custos da construção civil em todo o país — preço de materiais e de mão de obra.
Após a entrega das chaves a construtora pode financiar com recursos próprios algum eventual saldo residual que tenha restado. Neste caso, no lugar do INCC, normalmente ela passará a utilizar o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que são índices que medem a inflação da economia.
Naturalmente, também serão aplicadas taxas de juros tanto durante a construção, quanto após a entrega das chaves.

3. Financiamento bancário após as chaves

O saldo devedor que deve ser pago após a entrega do imóvel geralmente é custeado por algum financiamento bancário, que deve ser solicitado pelo comprador. Esse financiamento só poderá ser adquirido após a emissão do Habite-se pela prefeitura do município onde o imóvel está localizado. O Habite-se é um documento oficial que é emitido após a prefeitura vistoriar a construção e comprovar que tudo está de acordo com o projeto e com as normas da construção civil.
Também é bom saber que o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado para pagar o saldo devedor, após a entrega das chaves. Ainda, cabe ressaltar o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista (Pró-Cotista), uma linha de financiamento semelhante ao SFH que está disponível apenas para os trabalhadores optantes do FGTS.

3. Minha Casa Minha Vida

Por fim, não podemos esquecer o Programa Minha Casa Minha Vida, criado pelo Governo Federal para financiar imóveis para famílias que têm renda mensal entre R$1,6 mil e R$5 mil. O Programa mantém uma burocracia de liberação do financiamento bem menos complicada do que a exigida pelo SFH e taxas de juros subsidiadas pelo Governo. O Governo pode pagar até R$25 mil do valor do imóvel na primeira faixa de financiamento.
O valor limite do imóvel a ser adquirido varia de cidade para cidade, podendo chegar a R$225 mil no Rio de Janeiro e São Paulo e R$200 mil em Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG). Em outras cidades do país os valores são menores.

Desafios e erros

Como foi dito logo na introdução deste material, a compra de um imóvel na planta exige um planejamento detalhado em todas as etapas. Afinal, é esse planejamento que permitirá ao comprador antecipar as situações que terá que enfrentar e, assim, se preparar para elas. Portanto, o primeiro desafio será realizar uma pesquisa rigorosa sobre a situação do mercado, comparando os preços dos imóveis disponíveis com os benefícios que eles oferecem e também as condições de pagamento durante e após a construção.
É preciso ter completo conhecimento sobre todos os detalhes dos financiamentos. Abrir mão dessa pesquisa e, por consequência, do planejamento, são os dois erros mais graves que o comprador pode cometer. Eles podem criar sérios problemas futuros, uma vez que os demais erros a seguir poderão ser decorrentes deles.

1. Assumir parcelas acima da capacidade de pagamento

Sem planejamento é bastante possível que o comprador acabe comprando um imóvel acima das condições que ele consegue pagar. Isso pode levar a atrasos no pagamento das parcelas, o que acarretará cobrança de multas e juros ou, na pior das situações, a incapacidade total de pagamento. Durante a obra, o imóvel pode ser devolvido para a construtora, havendo devolução de parte do valor pago. Contudo, a construtora poderá reter até 25% do total que recebeu.
Após o Habite-se, o imóvel é dado como garantia de pagamento. Isso significa que, se o comprador não pagar as parcelas, ele também perderá o imóvel. Ele não perderá todo o valor pago, mas só receberá a parcela que tem direito após a venda do imóvel pela instituição financeira e o desconto da dívida existente.

2. Não providenciar a documentação completa e no tempo necessário

A liberação do financiamento bancário para pagamento do saldo devedor ocorre normalmente em 30 dias após a entrada da documentação. Isso se toda a documentação exigida estiver completa e for entregue rapidamente. Quanto mais demora houver na entrega dos documentos, mais tempo levará para ocorrer a liberação do crédito. Se faltar algum documento, também haverá atraso.

3. Omitir dívidas ativas federais

Se o comprador e/ou o cônjuge tem dívidas ativas com a União e, portanto, não consegue obter uma certidão negativa de débitos, mesmo conseguindo comprar o imóvel na planta, não conseguirá obter o financiamento bancário para o pagamento do restante do imóvel após o recebimento das chaves.

Recomendações e dicas

1. Saiba quanto e como

As tabelas com os preços dos imóveis na planta que as construtoras divulgam apresentam o preço para pagamento à vista e não o preço total, considerando os reajustes e os juros de pagamento durante a construção. Por isso, é preciso conhecer bem as condições de pagamento para saber o valor final do imóvel na entrega das chaves e como os reajustes ocorrerão.

2. Compare as condições oferecidas pelos bancos

Conversando com os bancos você perceberá que a taxa de juros que eles inicialmente apresentam pode diminuir de acordo com a relação que você tiver com a instituição. Os bancos cobram taxas de juros menores do que aquelas cobradas de quem não é cliente. Quanto melhor for a relação do cliente com o banco, mais favoráveis serão as condições de negociar a taxa de juros.

3. Solicite explicações sobre o sistema de amortização

O sistema de amortização da dívida diz respeito à forma como ela será paga, considerando a maneira como os juros são calculados. Confira os três tipos:

Tabela Price: é a forma de cálculo que mantém as parcelas fixas durante todo o período de pagamento. No princípio, a taxa de juros é maior e vai decrescendo ao longo do tempo. Como a prestação é fixa, ocorre o contrário com o valor da dívida principal. Ou seja, com o passar do tempo paga-se menos juros e mais da dívida principal.
SAC: no Sistema de Amortização Crescente (SAC), durante todo o período paga-se um valor constante, referente à dívida principal. Porém, no princípio, a parte referente aos juros é maior. Ela vai decrescendo ao longo do tempo. Assim, o valor da parcela também vai decrescendo. No início a parcela é maior do que na Tabela Price, mas no final ela será menor.
Sacre: é uma combinação dos dois sistemas.

4. Analise o seu orçamento

Conhecendo os preços de imóveis ofertados pelo mercado e as condições de financiamento que os bancos oferecem, passe a compará-los com o seu orçamento familiar. Leve em consideração que a compra do imóvel pode até pedir algum tipo de economia, mas é essencial que ela não represente um sacrifício muito grande que cause danos no padrão de vida da sua família.
Coloque todas as despesas no papel: escola dos filhos, aluguel, condomínio, alimentação, lazer, etc. Também coloque no papel todas as receitas que a sua família tiver e compare com as despesas, somando a elas a prestação do imóvel. Lembre-se que durante a obra também podem existir aquelas parcelas intermediárias, que exigem que uma reserva extra seja feita.
Desta forma você terá como prever como será a sua situação financeira, a partir do momento em que incorporar as parcelas às suas despesas mensais.

5. Lembre-se das despesas adicionais

Esse tópico merece ser destacado porque, na sua análise, você precisa também considerar que na hora da mudança para o novo imóvel você terá despesas extras com documentação, frete, etc. É preciso se preparar para elas.

6. Tenha segurança

Reúna o máximo de informações, compare todas as variáveis, pergunte aos corretores e funcionários de bancos sempre que tiver dúvida e só feche uma negociação quando tiver a certeza de que está comprando o imóvel que deseja e que ele está de acordo com as suas condições de compra.

Conclusão

A possibilidade de aquisição de um imóvel na planta oferece ao comprador vantagens verdadeiras. Por outro lado, é preciso ter uma atenção muito grande para evitar que estas facilidades se transformem em dores de cabeça futuras.
Por isso o comprador precisa se cercar do máximo de informações, tanto sobre o imóvel, quanto sobre as condições de pagamento ao longo da construção, e sobre o financiamento após a entrega das chaves. Por fim, coloque as nossas dicas em prática e tenha certeza de um bom negócio!

OS MAIORES ERROS QUE TE IMPEDEM DE SAIR DO ALUGUEL


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Em alguns momentos da vida, morar de aluguel é a melhor opção, seja devido ao trabalho — como é o caso daqueles que precisam passar uma temporada em outra cidade — ou devido à situação econômica, quando as taxas de juros estão muito altas para fazer um financiamento imobiliário.
Em outras fases, viver no aluguel pode ser uma verdadeira tortura para grande parte das pessoas que sonha em ter a casa própria. No entanto, muitos daqueles que almejam sair do aluguel não conseguem realizar seu sonho por cometer erros comuns. Ainda que alguns destes erros aparentem ser insignificantes, eles acabam por impossibilitar a compra de sua casa própria.
Para resolver esse problema de uma vez por todas, elaboramos este guia completo para te ajudar a atingir essa sonhada meta: sair do aluguel. Aproveite!

Neste material, vamos falar sobre:

Não ter um planejamento financeiro;
Ter muitos gastos desnecessários;
Ter medo de comprar um imóvel;
Não achar que um imóvel é um bom investimento;
Não saber suas opções de financiamento.
Não ter um planejamento financeiro
Sonhar, de fato, não custa nada. Mas comprar um imóvel sem planejamento custa sim — e, muitas das vezes, muito caro. Em casos extremos, a falta de planejamento pode até te levar a adiar momentaneamente seu sonho, perdendo o imóvel para seus credores. Portanto, o planejamento financeiro deve ser o primeiro passo para sair do aluguel, antes mesmo de você começar a sondar a casa ou apartamento que gostaria de ter.
Este passo é essencial para que você possa visualizar facilmente os seus gastos, eliminar dívidas, saber em que aspectos você pode economizar e até mesmo quanto da sua renda você poderá comprometer com o imóvel próprio. Então, para não pecar neste ponto, siga as dicas a seguir e procure sempre manter o seu planejamento financeiro bem atualizado.

1. Liste os seus gastos

Para poder fazer um bom planejamento financeiro, é preciso saber para onde você direciona cada real da sua renda mensal. Para isso, você precisa listar todos os seus gastos. Recomendamos que você utilize uma planilha eletrônica — ou mesmo um caderno — para identificar tudo o que gasta.
Coloque nesta lista desde os valores fixos, como valor do aluguel e compras parceladas, até projeções de valores variáveis, como conta de luz e gastos com lazer.

2. Racionalize os investimentos

Depois de identificar seus gastos, você precisa fazer uma análise da necessidade de cada um deles. Lembre-se de que, neste momento, algumas coisas podem ser de seu agrado mas devem ser suspensas até você atingir seu objetivo principal: sair do aluguel. Para facilitar isso, você pode usar a regra dos 50-15-35.
Segundo essa regra, 50% de sua renda deve ser direcionada para os gastos essenciais, como aluguel, alimentação, transporte e contas de luz, telefone, água e internet. Outros 15%, pelo menos, devem ser destinados às prioridades financeiras, como quitar dívidas e fazer uma poupança para a aquisição de um imóvel. Os 35% restantes de sua renda podem ser destinados à manutenção do seu estilo de vida, como lazer e assinaturas de serviços não essenciais.
Vale lembrar que se você estiver muito endividado precisará comprometer mais de 15% de sua renda com as prioridades financeiras, reduzindo tanto os gastos essenciais como os para lazer.

3. Defina metas

Apesar de ficar por último, este é um ponto crucial. Sem a definição de metas, você terá apenas feito uma análise do seu orçamento e dos gastos. Para concluir seu planejamento financeiro, você precisa estabelecer metas. Por exemplo: “em seis meses você quitará todas suas dívidas” ou “em dois anos você terá 30% do valor do imóvel que deseja para dar como entrada”.
Mas lembre-se de definir metas alcançáveis. Não há nada mais desmotivador que tentar dar passos maiores do que suas pernas e se descobrir incapaz de cumprir suas metas.

4. Extra: repense seu estilo de vida

Sair do aluguel demanda um investimento considerável na aquisição de um imóvel. Portanto, é preciso ter em mente que você precisará repensar o seu estilo de vida, como reduzir os gastos com lazer. Por vezes, uma simples redução da frequência com que vai ao cinema ou a quantidade de cafezinhos que você toma na padaria já representam uma mudança considerável que o ajudará a alcançar a sua independência.
Ter muitos gastos desnecessários
Economizar é uma estratégia mágica para realizar qualquer sonho se você não tiver centenas de milhares de reais no banco. Mas, ao fazer o seu planejamento financeiro e repensar o seu estilo de vida, será tranquilamente possível identificar os gastos que são essenciais e os que são supérfluos, ou seja, desnecessários. E, se são desnecessários, você pode viver sem eles.
O problema é que grande parte das pessoas não se policia. Aí, o dinheiro escoa pelos dedos instantes depois recebê-lo nas mãos. Por exemplo, imagine uma pessoa que gosta de café e faz questão tomar dois expressos na padaria da esquina do trabalho em vez de tomar o café da empresa. Se cada um custar R$ 3, ao final de um ano essa pessoa terá gasto 1.584 reais só com cafezinhos. Ou seja, o que parece muito pouco no dia a dia pode representar uma quantia suficiente até para quitar algumas parcelas de um financiamento.
E essa história não para no cafezinho. A seguir, confira alguns hábitos que te impedem de economizar dinheiro com gastos desnecessários.

1. Não comparar preços

Algumas pessoas acham bobeira dedicar um tempinho para pesquisar preços. No entanto, qualquer um pode comprovar que a variação de preços pode ser astronômica em lojas que estão, muitas vezes, localizadas numa mesma rua ou shopping. Logo, pagar o dobro por um produto só porque não dedicou um tempinho a pesquisar preços mais em conta é um dos mestres dos gastos desnecessários.

2. Não aproveitar descontos oferecidos

Seja estudante ou titular de assinatura de revistas, muitas pessoas têm direito a descontos oferecidos por empresas mas não usufruem deles. Então, se você é cliente de empresas de telefonia móvel, TV paga ou assina algum tipo de serviço, como revistas e jornais, fique atento aos chamados clubes de descontos. Você pode estar perdendo descontos interessantes em diversas lojas e serviços, como cinemas ou sites de e-commerce.

3. Deixar para comprar só quando precisar

Apesar de parecer contraditório, deixar para comprar alguma coisa só quando estiver precisando daquilo pode gerar um gasto desnecessário. Afinal, quantas ofertas você deixa de aproveitar só porque não precisa daquilo naquele momento? Economizar é também saber eliminar gastos desnecessários ao aprender a comprar bem. Para ilustrar: imagine o quanto os pais economizariam se, no decorrer do ano, já comprassem o material escolar dos filhos para o próximo ano?

Ter medo de comprar um imóvel

Todo ser humano é movido por desejos e medos. Algumas vezes, desejamos muito algo e, por isso, o fazemos. Outras vezes, tememos tanto uma consequência, que optamos por uma solução alternativa. Do mesmo modo, muitas pessoas têm o sonho de sair do aluguel, mas temem não conseguir quitar os vencimentos do imóvel adquirido.
Porém, se fizer um planejamento financeiro detalhado e definir metas consistentes, você será capaz de realizar qualquer sonho. Pode até demorar um pouco mais do que você gostaria, mas certamente será possível realizá-lo com sucesso. E o melhor: sem riscos de perder o imóvel ou de não ser poder arcar com sua manutenção.
Então, organize-se para que seus passos não sejam em falso e você possa resolver possíveis pendências financeiras, economizar recursos e concretizar seus planos de sair do aluguel e morar no seu próprio apartamento ou casa. Além disso, pesquise bastante sobre a construtora responsável pelo imóvel. Isso te dará ainda mais segurança para completar esse importante passo de sua vida.

Não achar que um imóvel é um bom investimento

Seja por uma reportagem na TV ou pela instabilidade da economia, crer que comprar um imóvel não é um bom investimento é um dos piores erros de quem quer sair do aluguel. Para ilustrar bem isso, acompanhe a seguinte linha de raciocínio: quanto maiores forem a densidade demográfica, a expectativa de vida das pessoas e a taxa de natalidade de uma região, maior será a busca por imóveis. Com isso, maiores serão os valores dos aluguéis e de compra/venda de casas e apartamentos.
O exemplo acima já é vivenciado pelos moradores de cidades superpopulosas, como Dhaka (Bangladesh), Delhi (Índia), Seul (Coreia do Sul), Tóquio (Japão) e Nova Iorque (Estados Unidos). Todas estas cidades, lá em 2011, já tinham uma densidade populacional maior que 10 habitantes por metro quadrado. Com isso, o valor do m² fica cada vez mais caro e os imóveis cada vez menores.

E essa tendência não está restrita às cidades de outros países. Já em 2015, foi lançado, em São Paulo, um empreendimento com apartamentos de apenas 14 m², custando cerca de 90 mil reais cada. Para ter uma ideia, 14 m² é, aproximadamente, o tamanho de uma van!

Portanto, direcionar suas economias para a aquisição de um imóvel é sim um bom investimento. E, em tempos de crise, fica muito mais fácil negociar a compra e diminuir a margem de lucro de quem vende o bem. Além destas facilidades, é preciso lembrar que muito raramente um imóvel sofre desvalorização por motivos não externos, como o aumento de violência na região. Pelo contrário, o valor venal do bem só tende a aumentar. Ou seja, com o passar do tempo, conforme a família vai aumentando e os filhos se mudando, você poderá optar por vender o imóvel, comprar um menor e ainda ficar com um dinheirinho para investir, viajar ou quitar débitos.

Não saber suas opções de financiamento

Não é incomum encontrar pessoas que sonham em sair do aluguel mas acham que isso só é possível fazendo economia por anos para juntar uma quantia para pagar à vista — ou ganhando na loteria! No entanto, o mercado imobiliário tem se inovado constantemente para facilitar a aquisição de imóveis e, assim, fazer a economia do setor girar.
Exatamente por isso que relatamos que um dos maiores erros de quem quer sair do aluguel é desconhecer as opções para adquirir um imóvel. Para resolver este ponto de uma vez por todas, vamos listar as principais opções de financiamento e possibilidades para a compra de uma casa ou apartamento. Confira.

1. Financiamento pela Caixa Econômica Federal

Uma das formas mais populares de adquirir a casa própria é a partir da Caixa Econômica Federal. Por ter juros mais baixos, adotar políticas atreladas aos programas sociais do Governo Federal, como o “Minha Casa, Minha Vida“, mas restringir o acesso ao crédito conforme o perfil do interessado, trata-se da opção mais atraente para quem tem uma faixa de renda baixa.
Os interessados adquirem o financiamento com possibilidade de mudar imediatamente para o imóvel e têm longos prazos para quitar seus débitos.

2. Financiamento bancário comum

Para aproveitar este tipo de financiamento para a compra de um imóvel, além do planejamento financeiro, é preciso muita pesquisa e análise das propostas. Isso porque, apesar de ter certa regulamentação pelo Banco Central, as instituições financeiras são livres para oferecerem cláusulas contratuais específicas com condições especiais para suas ofertas.

Por isso, é importante fazer a cotação com diversos bancos e comparar todos os pontos positivos e negativos, não focando apenas no valor das prestações e nas taxas praticadas pela instituição.

3. Financiamento direto com a construtora

Modalidade muito comum para comprar um imóvel na planta, o financiamento realizado diretamente com a construtora pode ser a melhor alternativa em tempos de crise. Isso porque as empresas desejam movimentar seu caixa e vender seus empreendimentos o mais rápido possível.
Assim, o consumidor pode encontrar diversas facilidades nas formas de entrada e de pagamento, e até adicionais gratuitos, como itens de acabamento e decoração. Outro ponto interessante é que, normalmente, os novos prédios vêm equipados com estruturas modernas e que proporcionam economia, além de vasta opção de lazer.

4. Consórcio imobiliário

O consórcio de imóveis tem se tornado o queridinho de quem deseja investir em imóveis ou comprar a casa própria. Por não exigir entradas e ter parcelas fixas, sem a incidência de juros, é a forma de investir mais recomendada para quem não tem pressa para mudar. Isso porque quem adquire uma cota de consórcio pode tanto ser contemplado com a carta de crédito logo no primeiro mês como apenas no término do pagamento do plano.

Conclusão

Como você pôde ver no decorrer deste material, sair do aluguel não é um sonho inalcançável. No entanto, é preciso muito planejamento das finanças e força de vontade para não se deixar influenciar pelos apelos consumistas do mercado e acabar desequilibrando o orçamento.
Portanto, faça o planejamento financeiro da sua renda, corte os gastos desnecessários e estude bem as propostas e empresas responsáveis para você não ter receio de investir em um imóvel. Fazendo tudo isso e seguindo as dicas relacionadas aqui, você perceberá que existem diversas possibilidades para concretizar o sonho da casa própria e entenderá que ter uma casa ou apartamento é um ótimo investimento!

Como comprar um apartamento.

QUANTO PRECISO PARA COMPRAR UM APARTAMENTO?

Você já conversou com a família, escolheu um bom bairro para morar e não vê a hora de sair do aluguel, certo? Ainda assim, permanece a maior dúvida de todas: quanto é necessário para comprar um apartamento?
Afinal, você deve comprovar que tem condições de arcar com o valor total para começar a pensar em financiamento. Mas, quanto é essa quantia? Qual modelo utilizar? Para responder essas e outras perguntas, separamos um conteúdo especial para você. Então, continue lendo o post e saiba mais sobre o assunto!

Quais são os modelos mais comuns de financiamento?

Para financiar um apartamento, você pode recorrer a diferentes formas de: existem, no Brasil, programas específicos como o “Minha Casa Minha Vida” (MCMV), que têm critérios diferentes daqueles que são comumente oferecidos pelos bancos e construtoras.
Há, ainda, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e a Carteira Hipotecária (CH). De maneira geral, o primeiro lida com imóveis de até R$ 750 mil e o segundo com aqueles cujos valores superam essa marca.
Na maioria dos casos, o processo se inicia a partir da comprovação de sua renda familiar mínima. Ela nada mais é do que uma forma de comprovar quanto você e a sua família ganham no mês ou ano e pode ser feita por meio de holerites, declarações do Imposto de Renda etc.
Em alguns dos moldes de financiamento, você também não precisa dar nenhuma entrada. De todo modo, quando há essa necessidade, ela pode variar entre 10 e 30% do valor total do apartamento — imóveis usados costumeiramente têm entradas menores.
Geralmente, quanto maior a renda comprovada, mais alto pode ser o valor do imóvel. Isso acontece porque as instituições que financiam entendem a renda como uma garantia e deduzem, por meio dela, que não haverá problemas com o pagamento das parcelas.

Como são feitos esses cálculos?

Embora sejam coisas consideravelmente próximas, existem algumas diferenças entre a renda mínima e a familiar. Entendê-las pode ajudar a pagar juros menores e comprar o imóvel que você tanto deseja. Confira:

Renda familiar

Como dito anteriormente, ela consiste na soma dos ganhos mensais de você e dos familiares que estarão envolvidos com o financiamento. Caso seu salário seja de R$ 3 mil e o de sua esposa R$ 4 mil, por exemplo, vocês têm, juntos, uma renda familiar de R$ 7 mil.
Veja que não é apenas o seu cônjuge que pode, junto com você, participar da comprovação de renda para comprar um apartamento. Outras pessoas são aceitas pela maioria dos bancos, sendo que o limite de componentes varia de acordo com cada instituição. No caso do programa “Minha Casa Minha Vida”, não há limitação quanto ao número de participantes nessa composição.
Note que todos os envolvidos nesse processo realizam um cadastro a ser avaliado, não podendo apresentar nenhuma restrição de crédito. Ou seja, quem vai comprovar renda junto com você tem de estar com o nome “limpo”, fora das listas de devedores dos órgãos de proteção ao crédito e do Banco Central, entre outras exigências.

Renda mínima

Em programas como o MCMV, há um limite mínimo de renda familiar. Essa é uma forma de limitar o acesso àqueles que têm um rendimento mensal não muito alto. Para você saber se a sua renda se encaixa no Programa, elencamos os valores dos ganhos mínimos contemplados, a seguir:
  • faixa 1,5 — renda de até R$ 2,6 mil;
  • faixa 2 — renda até R$ 4 mil;
  • faixa 3 — renda até R$ 9 mil.
Quanto às demais linhas de crédito imobiliário oferecidas por bancos e construtoras, em geral, costumam estabelecer um piso necessário de acordo com o preço do apartamento. Esta matéria publicada pela revista Exame ajuda a compreender ainda mais a questão.

Regra dos 30%

Independentemente do molde escolhido, lembre-se sempre da “regra dos 30%”. Dificilmente uma instituição permite que as parcelas do financiamento sejam maiores que 30% da renda familiar total. Dependendo do perfil de risco de quem busca pelo financiamento, esse limite pode até mesmo ser menor.

Quanto é necessário para comprar um apartamento?

Como visto, isso pode variar bastante de acordo com as suas necessidades e objetivos. Dar uma entrada maior pode ser estratégico, se você pensa em uma quitação mais ágil.
Mas, como juntar o valor de uma boa entrada? Planejamento é a resposta para você conseguir isso. Então, comece o quanto antes a analisar o seu orçamento, cortar gastos e poupar para comprar o apartamento dos sonhos.
Fique atento à melhor aplicação para o dinheiro economizado, aquela que der a você maior segurança e facilidade de movimentação. Não se esqueça também de que é possível usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como entrada para financiar seu imóvel.

Despesas acessórias

Ao calcular o quanto é preciso ter para fazer frente as despesas da aquisição do apartamento, inclua nas suas contas a despesa com documentações. Dela fazem parte impostos e taxas, entre eles:

Escritura

A escritura definitiva do imóvel é feita no cartório de notas, nela constando o valor total da transação imobiliária. Esse valor servirá como base para o cálculo do Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), e Imposto de Renda (IR).
O documento que formaliza a transmissão definitiva do imóvel para o comprador tem preço definido em tabela, de acordo com a faixa de preço do bem negociado.
Importante destacar que, nos casos de financiamento, o Contrato de Compra e Venda de Imóvel possui o mesmo valor legal da escritura. Nesse caso, deve ser levado ao cartório de registro de imóveis para efetuar o Registro de Compra em Cartório.

Registro de Compra

Esse documento é feito no cartório de registro de imóveis com a finalidade de transferir a titularidade do bem. Então, ao passar o apartamento para o seu nome, é preciso providenciar o Registro. O valor dessa taxa cartorial é fixo em cada faixa de preço de imóvel, porém segue uma tabela que muda de um estado para o outro.

ITBI

O Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis é baseado no valor do bem que você comprar (preço de mercado). Quem cobra essa taxa é o município, portanto, a porcentagem muda dependendo da cidade em que o apartamento está localizado.
Para você já adiantar a conta, tenha em mente que o imposto vai custar em média 2% do preço da propriedade. Vale deixar claro que a compra do primeiro imóvel é beneficiada, por lei, com descontos — e até mesmo isenções — de taxas cartoriais.
Isso, desde que comprovadas certas condições, como quando o financiamento é de apartamento para uso exclusivamente residencial, realizado por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Comprar um apartamento é uma decisão inteligente, que demanda planejamento para fechar o negócio de forma consciente, a fim de evitar problemas. Por isso, calcular o mais exatamente possível como essa aquisição impactará as suas finanças é fundamental para resultar em máxima tranquilidade no desfrutar de sua tão merecida conquista.
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