quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O poder muda as pessoas!

"Contrate e promova primeiro com base na integridade; segundo, na motivação;
terceiro, na capacidade; quarto, na compreensão; quinto, no conhecimento;
e, por último, como fator menos importante, na experiência.
Sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade é impotente;
sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante;
sem conhecimento, a experiência é cega."

(Dee Hock, fundador da Visa)


“O poder muda as pessoas”.

É muito provável que você já tenha proferido a frase acima para qualificar a mudança no comportamento de um amigo após este ser promovido em seu emprego. A este respeito, permita-lhes contar uma breve história...

Há mais de uma década eu estava como diretor de uma empresa para a qual contratei um representante comercial. Em tal posição, o rapaz não tinha vínculo empregatício, ou seja, não precisava cumprir horários ou mesmo comparecer regularmente à companhia. Cabia-lhe apenas visitar clientes para gerar negócios, estando subordinado a mim e ao gerente comercial.

Entretanto, aquele profissional se destacava em relação aos demais em igual função. Ele fazia questão de ir à fábrica, conhecer em profundidade nossos produtos, processos e sistema de gestão. E, diante deste envolvimento, sempre que possível trazia-nos sugestões diversas para melhoria, de forma realmente despretensiosa.

Após um ou dois meses, notei que estava diante de uma pessoa singular, muito acima da média dos demais funcionários. Alguém que não se reduzia aos limites de seu papel, que apresentava admirável visão sistêmica e nítida capacidade de gerenciamento e inovação. Refleti e tomei a decisão de promovê-lo.

Para encaixá-lo no organograma, criei o cargo, até então inexistente, de gerente administrativo. Era o que melhor se enquadrava em seu perfil, posto que transitava com fluidez do departamento de vendas à produção, passando pelo atendimento e suprimentos. Todavia, algo inusitado aconteceu.

Em menos de uma semana no cargo, sua relação com os colegas mudou diametralmente. Ele passou a tratá-los com soberba, em especial a equipe da área comercial, com a qual interagia anteriormente. Até mesmo sua postura física ao caminhar alterou-se! As reclamações começaram a chegar à minha sala até que, menos de um mês depois, não tive opção, demitindo-o.

A grande lição que extraí deste episódio foi de que, em muitos casos, subir na hierarquia faz o poder subir à cabeça. E isso ocorre porque o poder, tal qual o dinheiro, são excepcionais matérias-primas para a vaidade. Porém, diferentemente do que se possa parecer, eles não mudam as pessoas, mas apenas as desmascaram, porque se a arrogância e a prepotência as visitam, é porque sempre estiveram ali presentes, na essência.

Assim, para evitar um infortúnio similar ao que vivenciei, considere três aspectos essenciais antes de promover alguém em sua organização.

Primeiro, conheça o profissional. A rigor, este cuidado deve ser tomado já por ocasião da admissão. Ou, como gosto de dizer, contrate devagar, mas demita rápido. Analise criteriosamente o perfil do executivo, considerando sua personalidade, comportamentos, motivadores e competências. Há instrumentos poderosos para este tipo de avaliação que, quando bem utilizados, permitem colocar a pessoa certa no lugar certo.

Segundo, explicite suas expectativas. Antes mesmo de formalizar a promoção, tornando-a pública, convide o profissional antecipadamente para uma conversa com portas fechadas. Neste momento, informe-o dos motivos que levaram você ou sua equipe a escolhê-lo, elencando os desafios e responsabilidades do cargo, as metas que se espera atingir e qual a autonomia, infraestrutura e equipe que lhe serão disponibilizadas. Apresente também o plano de remuneração e os benefícios inerentes à função.

Por fim, pare e escute. Após o passo anterior, deixe que o profissional relate suas próprias expectativas acerca da nova colocação e se a mesma está alinhada aos seus propósitos pessoais. É neste momento que a promoção pode ser recusada em virtude de uma decisão consciente.

A experiência que relatei confirma a tese de que nem todas as pessoas são indicadas para cargos de liderança. Embora esta seja uma competência possível de ser desenvolvida, há aqueles que não de adequam ao papel de líder. E isso pode ocorrer por dois motivos.

Há profissionais que se sentem deslocados em seu ambiente de trabalho por ter seus pares, antes meros colegas, agora como seus subordinados diretos, impactando o relacionamento interpessoal e gerando uma sensação de desconforto e angústia. Isso é muito recorrente em funções operacionais, em especial com líderes oriundos do chão de fábrica.

Porém, o mais comum são aqueles que, a exemplo do meu antigo representante comercial, não enxergam que liderança é uma posição transitória que não se impõe, mas se conquista, e que precisa ser respaldada por competência, legitimidade, sensibilidade, carisma, persuasão e outros fatores. Contudo, assumem a alcunha de “chefes”, com presunção e orgulho, menosprezando colegas e fornecedores, e desperdiçando uma grande oportunidade.

É hora para arrumar a casa




"As pegadas na areia do tempo
não são deixadas por pessoas sentadas."

(A. C. Lee)


A Copa de 2014 acabou.O país parou – é uma constatação. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a taxa média de ocupação de assentos em voos nas cidades-sede é de apenas 37,5%. As próprias companhias aéreas estimam uma redução de 15% no movimento face ao mesmo período no ano passado, em virtude da queda nas viagens de negócios.

Caminhe por um shopping center e seguramente você encontrará grande movimento apenas nas praças de alimentação. Observe a visitação ao site de sua empresa, contabilize o número de chamadas telefônicas, de solicitações de orçamentos e de e-mails trocados. Tente agendar visitas aos seus clientes...

Feriados em datas comemorativas, feriados municipais, feriados decretados em dias de jogos. Durante 30 dias teremos algo muito similar ao que vivenciamos anualmente durante quatro ou cinco dias de Carnaval.

Diante destes fatos, este é um momento oportuno para você, com iniciativa e assertividade, “colocar ordem em sua casa”. E sob as mais variadas dimensões.

Para as empresas, ocasião para revisar o planejamento estratégico – ou estruturá-lo, caso não tenha sido feito –, avaliando os resultados deste primeiro semestre e corrigindo rotas. Vale ressaltar que teremos um ano com inflação em alta e crescimento pífio, com um cenário ainda mais difícil para 2015, pois o próximo governo, qualquer seja o eleito, terá que promover ajustes e lidar com tarifas públicas e preços controlados que estão com reajustes represados.

Para os profissionais, hora de repensar a carreira. Refletir sobre seu propósito de vida e analisá-lo em relação à cultura corporativa da companhia em que se está. Aproveitar para fazer cursos de aprimoramento, reduzir gaps, fortalecer competências.

Aos estudantes de ensino médio, tempo de tirar o atraso nas leituras e iniciar o quanto antes uma pesquisa criteriosa sobre as possibilidades de atuação profissional a partir da identificação de sua vocação.

Finalmente, às famílias, período para ajustes e reformas na casa, mas fundamentalmente para o lazer: viajar, passear, ir ao cinema e ao teatro. Tempo para confraternização e socialização, resgatando a convivência com parentes e amigos, valorizando a descontração, o ócio e a alegria de viver.

A Era da Mediocridade

Mediocridade: me·di·o·cri·da·de 
(latim mediocritas-atis)

substantivo feminino

1. Qualidade de medíocremediania.

2. Pessoa que tem pouco mérito.

"Tenho mais medo da mediocridade que da morte."
(Bob Fosse)



Era da Mediocridade, os idiotas que estão por toda parte sonham com a erradicação da vida inteligente!

Os cretinos fundamentais de antigamente se limitavam a babar na gravata, lembrou Nelson Rodrigues numa crônica de maio de 1969. “O primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota”, escreveu. “Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar uma cadeira do lugar. Nunca um idiota tentou questionar os valores da vida”. Antes que se desse “a ascensão fulminante e espantosa do idiota”, decidiam por ele quem tinha cabeça para pensar e sabia o que fazia.

A mediocridade é uma das maiores chagas do mundo moderno. Ela representa estatisticamente a porção central da distribuição normal, ou curva de Gauss, segundo a qual cerca de 70% dos eventos observáveis encontram-se dentro da média com mais ou menos um desvio padrão.
 
É medíocre o aluno que se esforça apenas para obter a nota mínima exigida para passar de ano. É medíocre o estudante de pós-graduação que comparece às aulas com desinteresse, pois seu único objetivo é alcançar o certificado de conclusão do curso para rechear seu currículo. É medíocre o trabalhador que lacônica e covardemente apenas cumpre ordens, destituindo-se de um mínimo de bom senso e flexibilidade, como nos dois casos acima relatados.
 
Olhando para os extremos da curva de Gauss, identificamos dois grupos importantes de variáveis, muito acima ou muito abaixo da média, e que por esta característica de excepcionalidade impactam de forma decisiva os rumos da história. É o que Nassim Taleb denomina de “Extremistão”, em sua obra A lógica do cisne negro – O impacto do altamente improvável.
 
No mundo da gestão de pessoas, temos do lado direito da curva os grandes líderes e realizadores, aqueles que se destacam pela proatividade e elevada resiliência. Já do lado esquerdo, encontramos os estúpidos, dotados de falta de discernimento e sensibilidade.
 
O maior desafio de um gestor, líder ou educador, em qualquer cenário ou âmbito, é distorcer a curva de Gauss, trazendo os tolos ao menos para a média – ou livrando-se deles, quando possível – e estimulando os medíocres a abandonarem a zona de conforto para se tornarem pessoas especiais, comprometidas e engajadas, capazes de fazer não apenas o possível, mas de entregarem o seu melhor.
 
Agora eu lhe pergunto: em que ponto da curva você se encontra?

O Dragão e a Lesma


É notória, indisfarçável e inquestionável a presença geopolítica e econômica da China no mundo. O Gigante do Oriente é a segunda maior potência econômica mundial e com tendência ascendente. O Brasil também tem galgado posições no ranking do PIB mundial ,atingiu a sexta posição entre os países mais ricos do mundo(???). Mas há entre as duas neo-potências algo bem distinto a ser comentado: suas posições no ranking mundial da educação.
Na China criou-se uma espécie de obsessão por educação, chegando mesmo a uma paranoia coletiva envolvendo metas, desempenhos, índices e êxitos em avaliações internacionais. É, parece que os chineses enlouqueceram!
Lá no Oriente, esse negócio de obter excelentes colocações nos índices internacionais de desenvolvimento da educação virou mania. Os chineses até chegaram ao topo do último levantamento da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre o índice de desempenho educacional. Já o Brasil, como de costume, ficou acompanhando a paisagem em sua honrosa posição no fim da lista.
Primeiramente, transformaram a educação em aspecto estratégico para o desenvolvimento e passaram a investir no setor com o objetivo de garantir qualidade. E os chineses entenderam – e não fingiram que entenderam, como parece ser o caso brasileiro – que a educação é um critério decisivo para o desenvolvimento. Por lá, alunos são praticamente forçados a serem aplicados – o que aqui seria visto como uma ultrajante violação ao direito sagrado do jovem a não fazer nada e não ser cobrado por absolutamente nada, em respeito aos princípios do respeito à sua individualidade e mais alguma justificativa brilhante extraída do blá-blá-blá retórico do repertório de nossa pedagogia de esgoto.
Claro que a China não deve ser tomada como exemplo a ser seguido cegamente. Vale ressaltar que o país é uma ditadura marcada por uma situação política perversa e deplorável, onde o autoritarismo se faz presente em vários (ou quase todos) aspectos da vida dos habitantes. Certamente este autoritarismo está também nas escolas, acrescido de uma postura enlouquecida de competitividade que domina os estudantes. Tá bom, é verdade que não somos assim tão democráticos , mas é importante refletir sobre isso.
O fato é que o que temos aqui não é bom e nem eficiente. Os resultados da educação brasileira perante as comparações internacionais são pífios, vergonhosos e bem eloquentes na demonstração de que o que impera aqui não é a paranoia chinesa e sim o nosso desleixo irresponsável mesmo.
Não produzimos bons índices, não geramos eficiência na educação, mas criamos muita divagação estéril e políticas educacionais sem sentido. Nisso somos craques sem competidores à altura!

O empregador pode proibir o empregado de usar o celular, no ambiente de trabalho, para não atrapalhar a produção?


Nos dias atuais, o celular está presente em todos os ambientes.
Para se ter uma ideia, a quantidade de celulares no Brasil supera o número de habitantes.
Somado a isso, as tecnologias de internet móvel como as redes 3G, 4G, Wi-Fi, permitiu o nascimento das febres das redes sociais como o Facebook e o WhatsApp.
O WhatsApp, em especial, é um aplicativo que permite a troca de mensagens, fotos, vídeos e muito mais em tempo real e em qualquer lugar do planeta.
Inevitavelmente, o uso dessas tecnologias invadiu o ambiente de trabalho, e em muitas situações pode trazer benefícios ou prejuízos tanto para empregadores como para empregados.
A proibição da utilização das redes sociais no ambiente de trabalho foi até fácil para os empregadores, que só precisaram da ajuda de um técnico de informática para bloquear os computadores da empresa de acessar sites que pudessem atrapalhar a produção do empregado.
Contudo, dessa vez estamos falando da utilização de um aparelho de USO PESSOAL do empregado. O celular.
A pergunta é: O empregador pode proibir o empregado de usar o celular no ambiente de trabalho para não atrapalhar a produção?
Entende-se que, desde que o empregado tenha à disposição um telefone no qual esteja comunicável com pessoas que estão fora do ambiente de trabalho (familiares por exemplo), é possível sim exigir que os empregados desliguem seu aparelho e o deixem fora do ambiente de trabalho no momento da prestação do serviço.
O fundamento está justamente nos poderes do empregador. Pois ele deve exercer todo o seu poder no sentido de obter o melhor resultado.
Portanto, ele pode sim vedar a utilização do celular no ambiente de trabalho.
Se mesmo com a vedação expressa, o empregado insistir em desobedecer, o empregador deve aplicar as sanções disciplinares cabíveis, tais como Advertência, Suspensão ou até mesmo uma possível dispensa por justa causa Art 482 da CLT.

Aprendendo a usar o Whatsapp para negócios

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,whatsapp-se-torna-ferramenta-de-trabalho,155959eO material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,whatsapp-se-torna-ferramenta-de-trabalho,155959e

É claro que como um bom vendedor eu sei que essa estratégia não serve para toda a minha carteira de clientes, pois já tenho uma “certa” experiência em quais são as melhores maneira de se abordar cada contato, como alguns preferem os telefonemas, outros se relacionam melhor por e-mail e até mesmo aqueles que só liberam o pedido caso você os visite.  Mas como essa é uma ferramenta relativamente nova – WhatsApp foi fundado em 2009 mas com crescimento exponencial a partir de 2012 nos EUA e 2014 no Brasil – o primeiro passo seria levantar quais os clientes que utilizam e quais não utilizam, para só depois realizar as abordagens e saber com quais clientes seria mais eficiente a comunicação. Independente disso, iniciei uma pesquisa sobre os dados do mercado mobile no Brasil e encontrei algumas informações importantes, que me levaram acreditar que é possível conquistar e manter clientes por meio de seus dispositivos móveis – celulares e tablets - de uma maneira muito eficiente, já que:
 Vamos aos números:
  • São 5 bilhões de usuários no mundo e, no Brasil, mais de 200 milhões de celulares, sendo 22% smartphones, além de 5 milhões de tablets;
  • Em 2014, espera-se que o uso da internet móvel ultrapasse o uso da web por desktops em 70%;
  • A maioria dos usuários de celulares mantém seus aparelhos ao alcance direto 24 horas por dia;
  • Já se vendem mais smartphones que computadores pessoais;
  • A maioria das pessoas passa mais tempo acessando seus dispositivos móveis que mídias impressas como jornais e revistas;
  • Tendência mais recente, cupons de desconto remetidos para celulares são 10 vezes mais utilizados que os remetidos por meios tradicionais.
Com esses dados, se você ainda considera essa ideia apenas como uma tendência está na hora de rever o seu conceito. O mobile marketing é uma realidade para as empreasas e rapidamente está se tornando imprescindível para qualquer tipo de negócio.  Porém esse termo mobile marketing ainda é muito recente e precisaria de um outro artigo específico para estudarmos apenas esse assunto. Então vamos voltar o nosso foco do whatsapp para negócios mas, para que fique bem claro o potencial desse assunto que estou falando, vou enfatizar mais uma vez um ponto desta pesquisa:

A maioria dos usuários de celulares mantém seus aparelhos ao alcance direto 24 horas por dia

Esta é apenas uma de diversas maneiras de usar a tecnologia a favor do seu negócio. Confira outras ideias:
Canal para dúvidas, sugestões e reclamação
Crie um número exclusivo para a empresa e convide os clientes a adicioná-lo. Pelo canal, responda dúvidas e receba sugestões e reclamações. 
Por mensagens instantâneas fica muito mais fácil resolver problemas simples. Além disso, você mostra que sua loja tem qualidade e eficiência, mais um ponto positivo para a credibilidade de sua marca.
Atendimento personalizado ao cliente
Ao realizar uma compra, você pode dar ao cliente a opção de acompanhar o status do pedido por WhatsApp. Dessa maneira, você pode avisar ao seu cliente o “passo a passo” da encomenda.
Você pode também pedir, por exemplo, que após o recebimento da mercadoria, o cliente lhe dê umfeedback sobre o produto e atendimento prestado.
Divulgação de promoções e novidades
O WhatsApp permite que você crie grupos. Aproveite essa utilidade para avisar pessoas que tenham o mesmo interesse sobre novos produtos disponíveis, últimos lançamentos,promoções, concursos e outras ações de sua loja virtual.
Dispare mensagens de acordo com o interesse de cada público. Ao cadastrar o cliente na sua lista de contatos, já o agrupe de acordo com interesses.
Comunicação entre funcionários
Se você tem uma equipe trabalhando no seu e-commerce, o WhatsApp pode facilitar avisos e conversas com o grupo. Só tome cuidado para não “invadir” o tempo pessoal do funcionário, enviando mensagens e fazendo pedidos em horários inconvenientes.
 Esses são apenas alguns exemplos de como o WhatsApp pode ajudar seu e-commerce, mas você pode encontrar suas próprias maneiras de utilizá-lo no dia a dia. Coloque a mão na massa e depois conte pra gente os resultados!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Religião nas empresas, oquê fazer?


Enquanto países desenvolvidos como a França proíbem uso da burca, a Constituição brasileira garante os direitos religiosos.Existe  lei do Parlamento francês que proíbe o uso do véu islâmico em espaços públicos. A  regra prevê multas de 150 euros para mulheres que desrespeitarem a proibição e punição de 30 mil euros e um ano de prisão para homens que forçarem suas mulheres a usarem burcas. A questão da liberdade – e da tolerância – religiosa, embora de caráter pessoal, tem consequências também no ambiente corporativo.
No Brasil,  o mercado é mais tolerante com a diversidade de religiões e foca-se mais em encontrar profissionais que tragam resultados concretos para as companhias. “Ainda existem empresas que não aprovam candidatos porque na entrevista eles falam que são de determinadas religiões”.”Mas, em sua maioria, as companhias cada vez mais repudiam atos como esse e incentivam a diferença.” comenta Forato.
É comum encontrar companhias que se adaptaram aos horários de trabalho de adventistas e judeus ortodoxos (ambos não trabalham aos sábados). “Essas pessoas acabam se tornando muito fiéis à empresa quando são tratadas com respeito e sem discriminação.”
Do outro lado, os funcionários também devem respeitar a religião dos colegas de trabalho. Denilson ressalta alguns cuidados:
- Símbolos ou frases religiosas no trabalho: podem ser aceitos, desde que as outras pessoas não sejam distraídas por eles ou não considerem ofensivos. “O escritório é um lugar para realizar negócios. É preciso cuidado para não passar a impressão de que está impondo suas opiniões e crenças. Ex. Cruz, Minorá, Bíblias, Imagens, etc"
- Pregação no trabalho: pressionar as pessoas para que mudem de religião ou colocar textos religiosos em quadro de avisos são atitudes que podem gerar polêmicas e devem ser evitadas.
- Modo de se vestir: a profissional que usa véu, saias mais longas ou qualquer outra vestimenta por motivação religiosa deve ficar atenta à reação dos demais funcionários. Se alguém considerar a atitude como um excesso religioso, o melhor é discutir a questão com o gestor e tentar se chegar a um acordo.
- Transparência: ao ser contratado por uma empresa, é interessante sempre que haja uma conversa franca com o chefe. Informe em relação aos horários de trabalho e dias considerados feriados na sua religião e tente uma fórmula que não prejudique a empresa e permita o cumprimento das atividades religiosas.
Leis
Advogados Trabalhistas, afirma que a Constituição brasileira prega a igualdade e a tolerância, mas não existe uma norma trabalhista específica que regule esse cenário.
“O artigo 5º fala sobre os direitos e garantias fundamentais de toda e qualquer pessoa. Com base nesses princípios, podemos aplicá-los na relação de discriminação religiosa no trabalho”, analisa Forato. Além disso, a Constituição define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
A pessoa que se sentir nessa situação de preconceito, pode entrar com uma ação na Justiça e pedir que o juiz obrigue a empresa, por meio de uma sentença, a mudar sua forma de agir, ou a deixar de praticar determinada conduta. O profissional pode, ainda, pedir indenização por danos morais. “Além disso, em casos extremos, o funcionário pode pedir a rescisão indireta do contrato.”
Exemplo: Uma ótica de Cuiabá, por exemplo, foi condenada a pagar R$ 5 mil de indenização por dano moral decorrente de discriminação envolvendo a crença religiosa de uma trabalhadora que não chegou a ser contratada. A funcionária havia sido chamada para trabalhar como gerente de loja.Segundo alegou no processo, quando a diretora da empresa ficou sabendo que havia tido um filho fora do casamento, a empresa voltou atrás na decisão de contratá-la. Ambas, diretora e funcionária, eram testemunhas de Jeová. Em sua defesa, a empresa afirmou que a demissão foi feita apenas porque algumas religiões não permitem trabalho aos sábados. E que deixaram de contratar a trabalhadora porque ela não demonstrara ter a qualificação necessária para o cargo.
Por outro lado, em casos extremos – por exemplo, quando a pessoa prega sua religião durante o horário de trabalho – o profissional pode sofrer uma sanção trabalhista, como uma advertência da empresa. “O funcionário religioso não pode ser discriminado, mas também não pode abusar com o radicalismo”
Trajes
O modo de o profissional se vestir deve ser uma decisão individual. Segundo ele, não é proibido que uma muçulmana use a burca, por exemplo, ou que uma adepta de determinadas religiões evangélicas use saias e blusas de um modelo específico. “A organização não pode falar para ela se vestir como a maioria. Isso é discriminação.”
Em relação aos feriados religiosos,  a empresa é obrigada a permitir que os funcionários não trabalhem nesses dias. “Se proibirem, pode haver uma interpretação de que a companhia está discriminando a pessoa por sua religião.”
Resumo
Como consultor, entendo que hoje há muitos "direitos" e poucos "deveres". Cabe a organização e se Dpto. de RH traçar o perfil do cargo e do funcionário que vai exercê-lo. Então tome cuidado. Pois caldo de frango e cautela não faz mal a ninguém.