terça-feira, 3 de junho de 2014

Imposto no Brasil é um Roubo!

Ultimamente tenho tido preguiça de debater com estatistas (municipais,estaduais e federais). Parece que eles são imunes à lógica. No vídeo anexo mostrarei as verdades sobre impostos no Brasil. 

Repetem aquilo que aprendem na escola e na mídia sem a mínima reflexão crítica, tal qual um zumbi, mas pior. Pelo menos o zumbi valoriza cérebros, a ponto de querer comê-los. As pessoas hoje valorizam certificados. Um diploma do MEC vale mais para elas do que uma bela linha de raciocínio.
Aposto que alguém vai reclamar que citei um vídeo do You Tube e não uma tese de doutorado da USP, Trata-se de um defeito que uma lição do filosofismo poderia resolver.

O conhecimento é encarado como algo que deve ser despejado sobre as crianças em centros de doutrinação chamados escolas e não como fruto de uma busca pessoal e voluntária de todos os momentos. É visto como um processo de condicionamento por repetição, decoreba mesmo, e não de reflexão e meditação. Sua transmissão é atravancada por manuais, legislações e caprichos pedagógicos que causam esclerose naquilo que deveria ser uma rede fluida de saberes. E este falso conhecimento que as pessoas adquirem não liberta, apenas aprisiona. Não é usado com amor para o bem da humanidade. É usado para praticar ou legitimar o mal. Para travestir de eufemismos as piores agressões contra inocentes.

É com base neste falso conhecimento que tanta gente defende a necessidade do imposto, que nada mais é do que um assalto à mão armada sistemático e em larga escala contra populações inteiras. Mais grave do que dizer que tal barbárie é necessária é tentar provar que não se trata de roubo.

É isso que alguns "loucos" tentam fazer nos seus lamentáveis  jargões  "Imposto não é Roubo". Como eu disse, ando com preguiça de debater com estatistas, mas não posso deixar sem resposta essa 
desprezível apologia ao crime. 





A ciência econômica e os juízos de valor


Embora haja muitas pessoas que condenam a ciência econômica por sua neutralidade em relação a julgamentos de valor, há também os que a condenam por sua suposta indulgência em relação aos mesmos.  Uns dizem que a economia deve necessariamente expressar juízos de valor e que, portanto, não é realmente uma ciência, uma vez que a ciência tem que ser indiferente a valores.  Outros sustentam que a verdadeira ciência econômica deve e pode ser imparcial e que só os maus economistas infringem esse postulado.

A confusão existente na discussão desses problemas é de natureza semântica e se deve à forma inadequada de muitos economistas empregarem certos termos.  Suponhamos que um economista investigue se uma medida pode produzir um resultado para cuja realização foi recomendada; e que chegue à conclusão de que não resultará em p, mas em g, um efeito que mesmo os que propõem a medida consideram indesejável. Se esse economista enunciar o resultado de sua investigação dizendo que é uma medida "má", não estará formulando um juízo de valor.  Estará apenas dizendo que, do ponto de vista dos que desejam atingir o resultado p, a medida é inadequada.

É nesse sentido que os economistas que defendem o livre comércio condenam o protecionismo.  Eles demonstram que a proteção, ao contrário do que pensam os seus adeptos, diminui, em vez de aumentar, a quantidade total de produtos e que, portanto, é indesejável do ponto de vista dos que preferem que a oferta de produtos seja a maior possível.  Os economistas criticam as políticas em função dos resultados que pretendem atingir.  Quando, por exemplo, um economista diz que uma política de salários mínimos é má, o que está dizendo é que os seus efeitos contrariam os propósitos dos que a recomendam.

É sob esse mesmo prisma que a praxeologia e a economia consideram o princípio fundamental da existência humana e da evolução social, qual seja, que a cooperação sob a divisão social do trabalho é um modo de ação mais eficiente do que o isolamento autárquico dos indivíduos.  A praxeologia e a economia não dizem que o homem deveria cooperar pacificamente no contexto da sociedade; dizem apenas que o homem deve agir dessa maneira se deseja atingir resultados que de outra forma não conseguiria.  A obediência às regras morais necessárias ao estabelecimento, à preservação e à intensificação da cooperação social não é considerada um sacrifício a uma entidade mítica qualquer, mas o recurso ao meio mais eficiente, como se fosse um preço a ser pago para receber em troca algo a que se dá mais valor.

Todos os dogmatismos e todas as escolas antiliberais uniram as suas forças para impedir que as doutrinas heteronômicas do intuicionismo e dos mandamentos revelados fossem substituídas por uma ética autônoma, racionalista e voluntarista. Todas elas condenam a filosofia utilitarista pela impiedosa austeridade de sua descrição e análise da natureza humana e das motivações últimas da ação humana. Apenas um ponto precisa ser mencionado, porque, de um lado, representa a essência da doutrina de todos os mistificadores contemporâneos e, de outro, oferece ao intelectual comum uma bem-vinda desculpa para não ter que se submeter à incômoda disciplina dos estudos econômicos.

Dizem esses críticos que a economia, no seu apriorismo racionalista, pressupõe que os homens visem unicamente, ou pelo menos primordialmente, ao bem-estar material. Mas, na realidade, os homens preferem os objetivos irracionais aos objetivos racionais. São guiados mais pela necessidade de atender a mitos e a ideais do que pelo desejo de ter um melhor padrão de vida.

Em resposta, o que a economia tem a dizer é o seguinte:
1. A economia não pressupõe, e nem considera um postulado, que os homens visem unicamente, ou pelo menos primordialmente, ao que é denominado de bem-estar material. A economia, enquanto ramo da ciência geral que estuda a ação humana, lida com a ação humana, isto é, com a ação propositada do homem no sentido de atingir os objetivos escolhidos, quaisquer que sejam esses objetivos. Aplicar aos fins escolhidos o conceito de racional ou irracional não faz sentido. Podemos qualificar de irracional o dado irredutível, isto é, aquelas coisas que o nosso pensamento não pode analisar e nem decompor em outros dados irredutíveis. Nesse sentido, todos os objetivos escolhidos pelo homem são, no fundo, irracionais. Não é mais nem menos racional desejar a riqueza como o fez Creso ou aspirar à pobreza como o faz um monge budista.

2. O que os críticos têm em mente ao empregar o termo objetivos racionais é o desejo de maior bem-estar material e de melhor padrão de vida.  Para saber se a sua afirmativa — de que os homens em geral e os nossos contemporâneos em particular estão mais interessados em mitos e sonhos do que em melhorar o seu padrão de vida — é ou não correta, basta verificar os fatos.  Não há necessidade de muita inteligência para saber a resposta certa, e não precisamos aprofundar a discussão.  Mesmo porque a economia nada tem a dizer a favor ou contra os mitos em geral; mantém a sua neutralidade em relação à doutrina sindical, à doutrina de expansão da oferta monetária, e a todas as outras doutrinas, na medida em que os seus partidários as considerem e as defendam como mitos. A economia só lida com essas doutrinas na medida em que sejam consideradas como um meio para atingir determinados fins. A economia não afirma que o sindicalismo trabalhista seja um mau mito; afirma apenas que é um meio inadequado para aumentar os salários dos que desejam ter salários maiores.  Compete a cada indivíduo decidir se prefere seguir o mito ou se prefere evitar as consequências inevitáveis que advirão de sua realização.
Nesse sentido, podemos dizer que a economia é apolítica ou não política, embora seja a base de todo tipo de ação política.  Podemos ainda dizer que a economia é perfeitamente neutra em relação a todos os julgamentos de valor, uma vez que ela se refere sempre aos meios e nunca à escolha dos objetivos últimos que o homem pretende atingir.

O conhecimento econômico e a ação humana

A liberdade de o homem escolher e agir sofre restrições de três tipos. Em primeiro lugar estão as leis físicas a cujas inexoráveis determinações o homem tem que se submeter se quiser permanecer vivo.  Em segundo lugar estão as características e aptidões congênitas de cada indivíduo e sua interrelação com o meio ambiente; tais circunstâncias, indubitavelmente, influenciam tanto a escolha dos fins e a dos meios, embora nosso conhecimento de como isso se processa seja bastante impreciso. Finalmente, existe a regularidade das relações de causa e efeito entre os meios utilizados e os fins alcançados; ou seja, as leis praxeológicas, que são distintas das leis físicas e fisiológicas.

A elucidação e o exame formal dessa terceira categoria de leis do universo é o objeto de estudo da praxeologia e do seu ramo mais bem desenvolvido até o momento, a economia.

O conhecimento acumulado pela ciência econômica é um elemento essencial da civilização humana; é a base sobre a qual se assentam o industrialismo moderno, bem como todas as conquistas morais, intelectuais, tecnológicas e terapêuticas dos últimos séculos.  Cabe aos homens decidirem se preferem usar adequadamente esse rico acervo de conhecimento que lhes foi legado ou se preferem deixá-lo de lado.  Mas, se não conseguirem usá-lo da melhor maneira possível ou se menosprezarem os seus ensinamentos e as suas advertências, não estarão invalidando a ciência econômica; estarão aniquilando a sociedade e a raça humana.

O ser humano está deixando de ser humano!

O HUMANO ESTÁ DEIXANDO DE SER HUMANO PARA SER VIRTUAL

















Pelas redes sociais as pessoas se conhecem e se entristecem. Pelas redes sociais as 
pessoas se juntam e se separam. Pelas redes sociais as pessoas contam tudo 
sobre suas vidas e terminam se distanciando também. 

O que vem acontecendo no advento do crescimento dessas importantes ferramentas 
midiáticas é que as pessoas não estão mais sendo completadas com as reais situações 
do dia-a-dia. 

Recentemente foi divulgada uma pesquisa que comprova que os usuários das redes
 sociais já não são tão reais como deveriam ser. Vivem o seu egocentrismo, deixam
 de dialogar, um olhando no olho do outro, para simplesmente, desabafar pelas redes 
sociais. 

Há casos de casais se separando por que não sabem separar adequadamente o uso
 diário das redes sociais. Há casos também, que pessoas deixam de praticar sexo, para
 ficar conectadas pelas redes sociais. 

Vamos percebendo que o virtual, está tomando o rumo das pessoas. Tenha muito 
cuidado com a facilidade de ofertas que as redes sociais apresentam a todo instante. 
O lado bom das redes sociais é você poder reencontrar amigos de longas datas, fazer 
novas e poucas amizades sinceras, fora isso, não passa de uma enganação. 

As pessoas estão primeiro dando um bom dia para quem nunca viu na vida, em 
vez de falar primeiro com as pessoas de dentro de casa. Isso é um grande risco!  
O exibicionismo da vida moderna está em alguns casos, virando obsessão que 
incitam a criminalidade. Tem que ter todo cuidado com o que você publica
 no seu FACEBOOK, WHAT'SAPP, INSTAGRAM, sei lá o que!

Há pessoas que muitas vezes são vítimas da violência por que dão
 oportunidade ao "desconhecido virtual", que surge geralmente vestido
 com "pele de cordeiro".

Ficai atentos, senão a coisa vai piorar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Falta mão de obra, para o desenvolvimento do Brasil


O vigoroso crescimento que o mercado de trabalho brasileiro tem sustentado nos últimos anos não é suficiente para esconder os entraves que dificultam o preenchimento de vagas. A avaliação vem de especialistas, que são unânimes em projetar que a escassez de profissionais qualificados impedirá que o Brasil tire o máximo proveito do atual ciclo de crescimento econômico.

O País se atrasou em formar profissionais para atender à demanda vinda de áreas como infraestrutura, serviços e tecnologia da informação. Segundo ele, tal demora gerou dois tipos de defasagem que comprometem a evolução sustentável do mercado trabalho. A primeira seria o descompasso entre o tempo gasto na formação dos trabalhadores e as atuais necessidades de determinados setores. Já a segunda seria o hiato entre a capacidade dos indivíduos recém-formados e o nível de experiência exigido para o preenchimento das vagas existentes. "Um engenheiro que acaba de sair da faculdade, por exemplo, não está apto o suficiente gerenciar de forma eficiente grandes equipes nos canteiros de obras que estão espalhados pelo Brasil",

A conjuntura acaba forçando o retorno de trabalhadores aposentados ao mercado de trabalho e estimula empresas a importar trabalhadores, na tentativa de suprir a carência de mão de obra. "Trabalhadores da Bolívia, da Colômbia e até do Paraguai estão vindo para o Brasil para suprir a demanda que não está sendo atendida, principalmente no setor de construção civil", afirma. Segundo ele, a imigração profissional, é semelhante ao processo que ocorreu na Irlanda há alguns, quando o país recebeu uma grande leva de imigrantes do Leste europeu, que ajudaram a sustentar o boom econômico local.

O País não tem mais prazo hábil para corrigir as falhas estruturais a tempo para aproveitar todo o potencial de crescimento embutido no ciclo virtuoso. "Quando os profissionais em formação estiverem prontos, a economia doméstica já terá entrado em período de recessão, o que deverá ocorrer por volta de 2017", projeta, esclarecendo que a alternância de ciclos é parte da dinâmica econômica. O professor ressalva que há maneiras de minimizar os problemas existentes, como a criação de cursos técnicos de curta duração voltados para os segmentos onde a escassez de profissionais é mais crônica.

Os problemas relacionados ao gargalo de capital humano qualificado não deverão ser resolvidos nem no longo prazo. A análise é feita com base no argumento de que a grade de formação do Brasil não está em sintonia com a evolução sócio-econômica do mundo, sendo, ao contrário, voltada para suprir a demanda imediata e a que será gerada no curto prazo. "O que nos precisávamos era de desenvolver um complexo tecnológico nas linhas do Vale do Silício nos Estados Unidos, pois estudos indicam que a em vinte ou trinta a oferta de empregos estará concentrada na área de tecnologia da informação",
Enquanto a solução não vem, a indústria será um dos setores que mais sofrerá com a carência de mão de obra este ano

Com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego,  o movimento de retomada do setor produtivo já começou. Conforme informações do Caged, o saldo líquido da geração de vagas formais na indústria de transformação apenas foi negativo em 13,3 mil postos em outubro, mas se tornou positivo em 4,7 mil, em novembro; e fechou dezembro de 2013  em mais 30,6 mil.

Para aumentar as chances de fisgar e manter os trabalhadores profissionais, as empresas estão tendo que elaborar contratos cada vez mais atraentes. As iscas oferecidas pelas companhias vão desde altos salários, até cursos de especialização, planos previdenciários e participação nos lucros. "Aliar as ferramentas de retenção à política de qualificação é fundamental preservar capital humano especializado dentro de casa", aponta.

Além de impor entraves ao desenvolvimento da economia, a falta de capital humano qualificado pode resultar na inflação dos salários em setores onde a carência de trabalhadores é maior. Economistas temem que o movimento pressione ainda mais os preços, na medida em que empresários repassem o crescimento do custo produtivo para o consumidor.


A inflação dos salários já é uma realidade na construção civil. Em base anual, a remuneração em termos reais no setor cresceu devido a demanda das construtoras.
Hoje não se encontra pedreiros, motoristas de caminhão, etc. imaginem engenheiros de computação e eletrônicos.

Sistema deseducacional do Brasil


O Xeque mate do ensino
O Xeque mate do ensino, sistema deseducacional!
No Brasil as atividades essenciais, que deveriam ser providas pelo estado, pois são custeadas pela população (impostos), são em sua maioria terceirizadas, tais como saúde, educação e transporte.
Aqui o transporte sempre é pago, e a preço de ouro, diferente dos Estados Unidos por exemplo. Em Nova Iorque é possivel comprar um cartão magnético por alguns dólares, que dá direito a usar o sistema de transporte público (trem, ônibus e metrô) quantas vezes desejar por uma semana. Isto sem contar que a barca que liga Nova Iorque a State Island,  tipo uma Rio-Niterói é totalmente gratuita. Dizer que nesta mesma barca,  uma menina usa tranquilamente em seu Lap Top Sony Vaio reluzente é esculachar demais nossa segurança pública do Brasil , é bater em cachorro morto. É possível imaginar uma cena destas na Barca Rio Niteroi? ou em algum ônibus em São Paulo?? Pq D.Pedro - S.Mateus????
Voltando para a educação, que é o tema  no mínimo inusitado, trata-se de uma familia onde os filhos foram educados em casa, o nosso estado burocrático não aceita que os filhos sejam educados em casa, mas nas inúteis escolas públicas com aprovação automática pode né? 
Eu também gostaria de ver os alunos de nossas escolas públicas, principalmente as de São Paulo, prestarem algum concurso à bolsa e passarem sem esforço, afinal temos de ter uma referência, ou será que o estado nos vai negar esta oportunidade de mostrar ao público o quanto falido anda nosso sistema educacional?  Um sistema educacional praticamente identico ao existente no século passado, um modelo onde  o professor fala e os alunos ouvem, onde os alunos não são estimulados à discutir, interagir, pesquisar, um sistema educacional onde os alunos não aprendem a aprender. Um sistema educacional refratário às inovações tecnologicas, onde dispositivos eletrônicos como celulares, laptops dentre outro são sumariamente proibidos por leis de todas as esferas, produzidas pelos dinossauros do legilativo sob o aplauso nervoso dos educadores não menos jurassicos. Isto desestimula os alunos, e eles querem é ficar em casa, faltam mesmo, estão mais aprendendo na Discovery Channel, do que com uma professora de sessenta anos, que quer usar a palmatória.
Um sistema educacional orientado à provas, o aluno não é avaliado ao longo do curso, ele não aprende a construir sua imagem e sua carreira, ele aprende a fazer prova, decoreba, aprende só para tirar nota,  só se interessa pela aula na véspera da prova, no restante do tempo é tudo festa. Depois todo mundo fala que o Brasileiro deixa tudo para a última hora… Lógico!!
 Fomos educados assim, nosso sistema “deseducacional”  nos fez assim.

Brasil a beira da falência institucional


Os índices sociais brasileiros revelam a triste situação em que o petismo atroz, verdadeira praga nacional, criou para esta nação, transformando-a cada vez mais em uma nação de desvalidos, cuja única esperança verdadeira para os homens de bem está em abandonar esta terra ingrata e se asilar de vez em Miami ou Londres. O Brasil se tornou um lugar estéril para aqueles que lutam pela família, pela tradição e pela pátria não conspurcada pelo bolchevismo marrom, a mãe de todas as infâmias que uma classe de homens bons pode sofrer, aumentando ainda mais a lista negra dos crimes do comunismo mundial.

Degradadas, as ordens estamentais que compõem a pirâmide social brasileira foram desarranjadas, o equilíbrio se rompeu e aqueles cuja posição designada pela leis divinas imutáveis deveriam se conformar em seu lugar, foram guindados indevidamente a posições maiores, sem que estivessem prontos para tal up-grade, o resultado é o caos que podemos constatar nos aeroportos e nos boulevards das nossas cidades, indicativo maior de tal tragédia.

Urgente torna-se, pois, reedificarmos a ordem nacional reestabelecendo cada qual a sua devida posição piramidal para que as engrenagens de funcionamento da sociedade nacional voltem a trabalhar corretamente, lubrificada pelo suor daqueles aos quais cabem sustentar a nata brasileira, verdadeira jóia cujo o brilho não deve ser ofuscado pelas estratégias malignas marxistas, como bolsa-família, aumento do salário mínimo, prouni ou outras bobagens.

Não quero ser  o "boca ácida" , mas com a devida opinião, estamos à beira da falência institucional.

Denilson Forato

Somos um país de multicultura agrícola



O que eu vou explicar aqui muitos podem não concordar, mas é a realidade e a verdade oculta. Não temos condição de competir com os produtos chineses nem com os europeus. Os chineses aproveitaram o tamanho da sua população e da sua extensão territorial e criaram uma indústria de escala com mão de obra abundante, não necessariamente barata, em comparação com outras economias asiáticas e africanas.

O que torna o modelo chinês eficiente é a velha e demodê teoria da firma, aprendida no primeiro semestre de economia, dos ganhos marginais na produção. Um único e modesto exemplo: o maior produtor de válvulas do Brasil produz 400 000 peças  ao mês. Uns dos maiores  produtores chineses produz 400 000 peças  em um único dia, com uma produção cem por cento  automatizada. Como este cara vai competir em preço com o chinês?

O Brasil olha a China como se fosse o paraíso da mão de obra barata. Está errado. A China é o paraíso da escala de produção. Sobraria aos brasileiros posicionar os produtos brasileiros no segmento de alto valor agregado.


Mas aí os europeus são imbatíveis com suas marcas e tradição de qualidade que permitem imputar preços premium. Basta vir a China e entrar  nos diversos shoppings de luxo para ver como os chineses adoram os altos preços europeus e suas marcas luxuosas e, vamos reconhecer, de bom gosto e de qualidade insuperável, ainda que fabricados na China ou no leste europeu. O mesmo vale para os bens industriais.

Contraponto: os Estados Unidos possuem os dois – escala e valor agregado. Sim, é verdade. Possuem a escala comprando da China e o alto valor agregado comprando da Europa.

Somente podem fazer isso porque os Estados Unidos rodam na impressora um papelzinho denominado dólar dos Estados Unidos. É uma grande façanha, alcançada em Bretton Woods, e eles merecem – conseguiram ser a maior potência econômica, política e militar do planeta produzindo apenas papel (vide artigo http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/vasto-mundo/estarrecedor-nao-perca-o-tamanho-da-divida-dos-estados-unidos-mostrado-em-pilhas-gigantescas-de-notas-de-100-dolares/ )  .

E o Brasil? Não temos escala. Este é o motivo porque o crescimento econômico é sempre limitado. Quando começamos a crescer, a capacidade de produção emperra em nossas maquininhas do século XX e cabecinhas empresarias do século XIX. A mão de obra é cara, não por causa do trabalhador, mas por causa do governo que encarece o trabalho.
Não temos qualidade. Estamos muito longe, na média, em ter a qualidade dos europeus.

Nossa HP imprime reais, não dólares.


Então a FIESP e a Associação Comercial de São Paulo diz que o motivo da falência é o excesso de tributação e a falta de um mecanismo de defesa comercial mais agressivo. É verdade, o Estado brasileiro é parte do problema,   mas não totalmente. E dizer que falta defesa comercial é confundir o bebê com a água do banho.


Temos sorte. O Brasil tem 300 dias de sol por ano. Temos o pré-sal. Se a mesma luz estivesse nas cabeças de nossos líderes talvez pudéssemos utilizar a criatividade brasileira para fins econômicos.

Nossa indústria não tem como sobreviver em escala e basta vir a China para ver isso. Não há reforma tributária,  política ou trabalhista que resolva isso, mas ajuda. Nossa curva demográfica não permite isso mais. Maré Vermelha é placebo. O  “fator escala” foi perdido na década de setenta.O “fator valor”foi perdido na década de oitenta.

É possível, não para qualquer empresa, buscar valor agregado, como os europeus. O “fator valor”  ainda existe em muitas empresas individuais, mas elas não formam um setor industrial orgânico como o europeu.

É impossível, no curto prazo, buscar a estratégia norte-americana de tornar o Real uma moeda conversível, não obstante os esforços inteligentes do  Banco Central.  Não conseguimos fazer isso nem no MERCOSUL.

Então qual é a saída para a indústria brasileira não acabar e voltarmos a ser um país de agrícola – ela não existe no momento, precisa ser inventada. Mas avançamos em relação à monocultura.


Somos hoje uma multicultura agrícola! Soja,grãos,minérios,etc.