terça-feira, 18 de junho de 2013

A indústria do Salmão e os danos à saúde e meio ambiente

A indústria do Salmão e os danos à saúde e meio ambiente








A indústria do Salmão
Principais diferenças

  • Salmão Selvagem: 
Come crustáceos coloridos, por isso a cor rosa suave
Possui grandes quantidades de Ômega 3
Sua textura é macia e aveludada como todo peixe gordo, desmancha na boca.
  • Salmão de Cativeiro:
Come ração, os corantes sintéticos dão cor à carne, normalmente uma forte cor alaranjada.
Menor quantidade de gorduras boas, grande quantidade de gorduras saturadas.
Textura de peixe: normalmente muito macio à mordida.


Químicos e transgênicos 


O Abate do Salmão é o Mais Cruel Possível


por Alexandre Feldman, Quarta, 5 de Outubro de 2011 às 13:08https://www.facebook.com/notes/alexandre-feldman/o-abate-do-salm%C3%A3o-%C3%A9-o-mais-cruel-poss%C3%ADvel/257572254285355


Em conversa ontem com fonte ligada à indústria de peixes, fui informado que salmões criados em cativeiro, recebem corantes, rações e antibióticos em quantidade impressionante. Além disso, o método de abate desses peixes não poderia ser mais cruel: simplesmente cortam-se as guelras e deixam-se os peixes morrendo lentamente com muito sofrimento. Tudo pela preservação de cor e outros “padrões de qualidade”.

 Eu já não como salmão de cativeiro há muitos anos. Apenas salmão selvagem quando em viagem por países que possuem acesso a eles.

Ao contrário do que lemos e ouvimos o salmão cultivado em cativeiro, (que perfaz 100% do salmão disponível no Brasil) não é boa fonte de ômega-3, devido justamente à sua ração, distante da alimentação natural, que seria necessária para formar esse ácido graxo essencial.
De tão doente e deficiente em nutrientes, a carne do salmão cultivado não é rosada, mas cinza. Apenas quando o distribuidor vai comprar o salmão é que a tonalidade de rosa a lhe ser conferida será escolhida numa tabela de cores.
salmão perfeito
Já faz algum tempo que ando ensaiando escrever sobre o salmão, tão aclamado por suas qualidades nutricionais, combate ao colesterol ruim, anti-inflamatório e que traz inúmeros benefícios para a saúde, inclusive altas doses de ômega 3. Tudo verdade dependendo do tipo de salmão que se consome.
Como assim, mas salmão não é tudo a mesma coisa?
Não, infelizmente o alto consumo criou moda e percebeu-se que poderia haver muito lucro nessa fatia de mercado. Surgiu então o salmão de cativeiro, que nada tem a ver com o salmão selvagem encontrado na América do Norte, com sua carne rosa, que vive em liberdade no oceano e que na época da reprodução sobe para os rios. Esse é o verdadeiro salmão, raro, caro, colorido à base de uma dieta composta entre outras coisas de camarão e Krill, e representa “pasmem”, somente 5% de todo o salmão vendido nos Estados Unidos e que chega ao Brasil em quantidades irrisórias e claro caríssimas.
Mais da metade do consumo mundial de salmão atualmente tem como origem viveiros produtores do Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa, com isso a iguaria acabou perdendo suas importantes qualidades nutricionais. Ômega 3, vitaminas A,D,E e do complexo B, Magnésio, Ferro, que bom seria se isso fosse verdade nos peixes vendidos “aos quilos” e em promoção nos supermercados por preços tão acessíveis, não é?
Na realidade o peixe de cativeiro tem uma cor que vai do cinza ao bege claro, talvez no máximo um rosinha pálido. As astaxantina e cantaxantina são iguais às que, na Natureza, tingem a carne do salmão, mas no cativeiro são substâncias sintéticas derivadas do Petróleo. Também são usadas na ração de galinhas, dando um tom mais alaranjado às gemas de algumas marcas de ovos “tipo caipira”. Em grandes quantidades podem causar problemas de visão e alergias. Estudos mais recentes apontam a astaxantina como tóxica e carcinogênica. Uma informação interessante é que 100g de salmão com corante equivale em toxinas a 1 ano consumindo enlatados.
Para piorar a situação, muitas vezes os ambientes onde são criados têm higiene duvidosa, os peixes recebem altas doses de antibióticos e sua alimentação é muito gordurosa, à base de farinha e azeite de peixe. Uma saída segundo os pesquisadores é exigir mais informações nas etiquetas dos alimentos, como país de origem do produto e se é criado em cativeiro ou não.
Custa o dobro, mas suas principais diferenças estão na qualidade e nos benefícios.
A vantagem do cativeiro é padronizar o produto, garantindo assim a estabilidade da oferta. Garantimos também a candidatura do salmão à extinção. Daqui há alguns anos só teremos fazendas de peixes,principalmente se for aprovado o salmão transgênico, desenvolvido nos Estados Unidos pela empresa de biotecnologia Aqua Bounty Technologies. Essa nova raça artificial pode atingir o tamanho de mercado na metade do tempo que leva um salmão selvagem para crescer (de 22 a 30 meses). Claro que se por acaso um desses “espécimes” escapar para o ambiente natural, a tragédia genética e o impacto ambiental serão inevitáveis.
Os salmões são criados em tanques rede (cercos de tela de nylon) com pouco espaço e regime de engorda intensiva. Muito parecido com o que se faz nas granjas de frangos. À ração misturam-se altas doses de antibióticos, fungicidas e vermicidas, para evitar doenças e o rendimento da produção. Só para se ter uma idéia, a indústria canadense gasta cerca de 7 toneladas de antibióticos em seus cultivostodos os anos.
Salmão é um dos melhores indicadores de qualidade da água, precisa dela extremamente limpa e gelada, condições ambientais que se não forem satisfeitas provocam um decréscimo acentuado à população. O uso de pesticidas na Agricultura e nas cidades contamina as águas e compromete a vida do salmão selvagem há algumas décadas já, alterando seus padrões de reprodução, provocando doenças e morte.
Para nós que além de uma alimentação saudável procuramos também atitudes sustentáveis e ecológicas o texto do Dr. Alexandre Feldman sobre o abate dos salmões é esclarecedor e definitivo para nossas futuras escolhas.
E para terminar mais uma informação surpreendente: o salmão selvagem traz em sua embalagem os dizeres “Made in China”, mas na verdade ele não vem de lá, ele é pescado em algum mar gelado do Atlântico, depois comprado por uma empresa chinesa que corta, limpa, retira a cabeça, congela e distribui para o mundo todo. Ou seja, compram matéria prima a baixo custo e pagam pouco pela mão de obra. Você vai querer continuar alimentando esse processo?
Peixe faz muito bem à saúde, sem dúvida. Procure então aqueles que são mais comuns à sua região e que foram pescados e não cultivados como o linguado, a pescada, a sardinha (boa fonte de ômega 3), arenque, robalo. Seu peixeiro pode lhe dar mais opções.
Fontes pesquisadas:

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O ar condicionado na hora da maternidade




Inverno chegando, frio a vista! Para quem já está acostumado com a serração gelada das manhãs e o vento cortante que abraça as noites, as baixas temperaturas são apenas uma conseqüência. Mas e para as mães de primeira viagem? Ou até de segunda e terceira navegação, como proceder com os pequenos nesta época? A única solução para que os bebês tenham um conforto maior na hora do banho ou de até mesmo trocar as fraldas é ter ligado um climatizador de ar que aqueça o ambiente para que o frio não encubra a pele tão sensível dos recém-nascidos.
Seria fácil pensar que tudo se ajeita depois que é instalado um ar condicionado em casa. É só ligar nas funções específicas e pronto. Relaxar com a temperatura escolhida para o ambiente. Porém, na hora de serem mães, muitas mulheres pecam no cuidado e não prestam atenção em regras básicas relacionadas aos produtos que prometem conforto e ar quente (ou gelado).

Cuidados: Bebês são sensíveis aos climas muito bruscos. Seco demais ou úmido demais são prejudiciais sim para a saúde de crianças pequenas. "Não está proibido o ar ligado. De jeito nenhum. Porém, manter o aquecedorou condicionador de ar funcionando durante o tempo inteiro pode fazer a criança ter problemas respiratórios. Para manter o bebê aquecido, melhor deixar o ar ligado por um tempo antes do banho e desligá-lo quando for fazer os procedimentos com a criança. Ligar novamente só depois que o filho já estiver com os cabelos bem secos." Ressaltou a pediatra Mariana Oliveira, que atende em seu consultório cerca de 15 crianças por dia. Pelo menos 10 desses pacientes apresentam problemas como resfriado ou gripe.

Dicas Extras: É recomendado para quem tem essas pessoas tão pequenas formando a vida dentro de casa é manter, óbvio, um lugarzinho legal e agradável para eles. Para isso, o ideal é utilizar radiadores a óleo, que podem ficar ligados ininterruptamente. Algumas pessoas também utilizam dos produtos que possuem termostato. O ar condicionado e os aquecedores elétricos formam um clima seco o que prejudica a mucosa e as vias aéreas das crianças. Para esses dias castigados pelo forte vento que nos deixam sonhando com um bom ar quente, é importante lembrar que os bebês necessitam destes cuidados especiais.

Além disso, certifique-se que não existe corrente de ar no momento do banho dos bebês. Feche bem as janelas, aqueça a água numa temperatura confortável para a criança. Desligue fogão e outros eletrodomésticos que possam lhe distrair. Infelizmente, pesquisas mostram que é grande o número de acidentes com crianças durante o banho.

Depois de certo tempo, os pulmões das crianças já estão desenvolvidos e prontos para enfrentarem as ondas fornecidas pelo ar condicionado. O ideal mesmo para esses tempos gelados é encher o ambiente de amor e muito calor humano, o melhor climatizador que existe.

FONTE: Web Ar Condicionado

FORÇA DE TRABALHO, CAPITAL HUMANO, QUANTO VALE?




Embora pareça brincadeira, é pura verdade: o fundador de uma empresa só começa a contratar pessoas quando não consegue fazer sozinho tudo o que pretende fazer.

Qual a melhor expressão para designar o Quadro de Funcionários?

As expressões acima, Força de Trabalho ("Workforce", em inglês) e Capítal Humano ("Human Capital") rivalizam em buscas na Web com a expressão Recursos Humanos ("Human Resources" ou "HR") para caracterizar o conjunto de funcionários de uma empresa qualquer. Há consultorias (e sites) que preferem utilizar esta ou aquela expressão querendo com isso sinalizar o caráter que pretendem dar à sua atuação. Os profissionais de RH também procedem assim.

"O homem faz parte do negócio, não tem outro. Suponha que eu tenho uma folha anual de quase 25 milhões de dólares, os meus funcionários constam com encargos e tudo. O funcionário não é isso, é como um empréstimo. Eu não sei se você já ouviu isto: você pode pedir dinheiro emprestado e paga um juro. Podemos considerar a folha salarial como um juro de um capítal intelectual, um juro de 6%. Com isso você paga todos os anos 25 milhões de dólares e o capital fica em torno de 400 milhões de dólares, tira 6% de juros e então o seu capital humano custa 400 milhões. Sabe quanto custa uma fábrica? Custa 300 milhões. Então o juro que você paga na pessoa como capital intelectual é maior e vale mais do que a usina. Eu quero um capital intelectual. Você contrata porque não é seu. Só que em um momento ele vai embora, você tem que devolver, ele vai embora e você perde e então custa caríssimo como juro de um capital e que se você não maneja bem está contra o negócio ..."

De quantos profissionais uma empresa precisa? Como dimensionar o Quadro de Funcionários?

O método mais tradicional de dimensionar o número de funcionários e os postos de trabalho (cargos) necessários é analisar os processos e estabelecer o número ideal de pessoas para que sejam executados. Por exemplo, quantas pessoas são necessárias numa Área de RH para car conta dos vários processos ali executados, tais como: coordenação dos programas de treinamento, procedimentos legais para contratação e demissão de funcionários, recrutamento e seleção.

Ou numa área de Produção: recebimento da matéria prima, deslocamento das matérias primas ou dos produtos acabados, operação das máquinas, por exemplo. Esse processo de analisar e sugerir a organização ideal é uma "função" chamada "Organização e Métodos, normalmente conduzida por profissionais especializados da "Área de OM".

Porém, há muita coisa que interfere diretamente no aumento ou diminuição do Quadro de Funcionários. De causas externas (crise econômica, por exemplo ou de causas internas (por exemplo, fechamento de um setor obsolescência de seu trabalho por causa de novos processoas ou novos equipamentos adquiridos pela empresa).

Quantas vezes as máquinas substituíram as pessoas !!! E, além do mais, os últimos 20 anos foram pródigos em metodologias que interferiram diretamente no quadro funcional: Reengenharia, Downsising, Rightsising ...

Hoje se fala em "Planejamento da Força de Trabalho"(Workforce Planning)

Essa metodologia é mais ampla do que o correto dimensionamento do Quadro de Funcionários. É pensar estrategicamente sobre as necessidades de pessoas qualificadas ou novos talentos que poderão ocorrer em função do planejamento estratégico da empresa: se a empresa crescer desta ou daquela forma, se ela se expandir, de quantos profissionais a mais vamos precisar?

Onde vamos buscar?

 Que tipos de profissionais serão necessários se ocorrerem mudanças tecnológicas de impacto?

Qual Diretor de RH não gostaria de poder ter respostas claras com relação a isso?

Se tiver interesse, faça contato com a Forato Consultoria, teremos prazer em atende-lo.

(11) 9-8169-9884

Impacto dos aumentos das passagens em SP no IPCA




O reajuste das tarifas de ônibus e metrô na cidade de São Paulo, de 6,6%, de R$ 3,00 para R$ 3,20, exercerá impacto de 0,06 ponto porcentual sobre a inflação de junho (IPCA).

O grosso do impacto sobre a inflação, na proporção de 0,05 ponto porcentual, virá da passagem de ônibus. Apenas 0,01 ponto virá do reajuste da tarifa do metrô.

Em princípio, a análise feita com reajuste de 10% para a tarifa do transporte coletivo na capital paulista. Por essa majoração, previa-se um impacto de 0,08 ponto porcentual, o que estava levando sua previsão de inflação para o próximo mês para 0,33%. Como o aumento veio numa magnitude menor, a ForatoConsultoria  revisou para baixo a sua previsão de inflação em junho para 0,31%.

Vale ressaltar que o impacto do reajuste das tarifas de ônibus e metrô sobre o IPCA é imediato porque este indicador obedece ao critério de competência. Ou seja, o impacto passa a vigorar no cálculo da inflação do IPCA assim que o anúncio do reajuste é feito. A contrário, para o IPC-Fipe, que cumpre o critério de caixa, o impacto só passa a ser contabilizado a partir do momento em que o consumidor coloca a mão no bolso para pagar suas contas.

Para calcular a influência do aumento das passagens de ônibus e metrô no IPCA, Forato pegou o porcentual de aumento das tarifas e ponderou pela importância da capital paulista na composição do IPCA. No caso, a cidade de São Paulo tem uma participação de 27,9% na formação da inflação nacional, "Eu peguei o reajuste de São Paulo e creditei à importância da cidade no IPCA", explicou Forato.

Se os governos estadual e municipal não tivessem aumentado a passagem do metrô e do ônibus na capital paulista, o IPCA de junho fecharia em 0,25%. Pelo calendário original, as passagens de ônibus e metrô em São Paulo deveriam ter sido reajustadas em janeiro. Mas a pedido do governo federal, sob a alegação de não maximizar ainda mais a inflação já alta do começo do ano, as duas esferas de governos regionais adiaram o reajuste para junho.

"O impacto é sofrido, principalmente, pelos que mais utilizam o transporte público. O crescimento de quase 7% no valor da tarifa faz com que o usuário do transporte público chegue ao final do mês com menor poder de compra", diz Denilson Forato 

Se considerarmos uma pessoa que ganhe um salário mínimo (R$ 678), que não receba vale-transporte e precise utilizar ônibus, metrô ou trens para chegar ao local de trabalho, ou ainda que utilize o transporte público para outros fins - como lazer e estudos -  o gasto deste usuário pode chegar até R$ 200 por mês, quase um terço do valor total recebido. 


"O problema, a partir de aí, torna-se uma bola de neve no orçamento. Isso porque, além do transporte, o cidadão paulistano tem ainda outros gastos, com alimentação - hoje mais cara por conta do aumento da inflação. Além disso, convive juros crescentes em caso de empréstimos", exemplifica o especialista. 

O reajuste impede ainda que os que precisam utilizar as alternativas públicas também durante os finais de semana, por exemplo, saiam de suas casas. Quem tem carro irá usá-lo, pois os custos irão se equivaler  Isto refletirá na inflação que dorme e voltará a acordar! 





terça-feira, 11 de junho de 2013

Risco Brasil' sobe 25% em um mês


Perspectivas ruins para a economia brasileira e melhora da americana são fatores que explicam o aumento da desconfiança do investidor em relação ao país

Economia americana tem mais chances de recuperação em 2012 que os países do bloco europeu, de acordo com agência de classificação Standard & Poor's
Melhoria da economia americana atrai investidores e contribui para aumento do risco em demais países 
Levantamento da Agência Estado mostra que o ‘risco Brasil’, indicador da desconfiança internacional com o Brasil, voltou à casa dos 200 pontos-base e se encontra no maior nível desde junho de 2012 (2019 pontos-base). O Brasil começa a mudar aos olhos dos investidores internacionais, especialmente após a divulgação do fraco desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros meses do ano e do aumento da dívida pública, que culminou com a revisão de perspectiva do rating brasileiro pela Standard & Poor’s, uma agência internacional de classificação de risco. 

Nas últimas semanas, o esse risco sobe rapidamente. O índice Embi+, calculado pelo banco JP Morgan, mostrou que o risco passou de 173 pontos-base em 30 de abril para 202 em 31 de maio, atingiu 2010 pontos em 6 de junho (data do anúncio da S&P) e, no dia seguinte, chegou a 2018 pontos. No acumulado da semana passada a alta é de 8% e, em 30 dias, de 25%. Em pouco mais de seis meses a lata já ultrapassa 47%, o que mostra a preocupação internacional com a efetividade das políticas do governo Dilma Rousseff.


O dado mostra a diferença de rentabilidade de títulos de dívida brasileira na comparação com os americanos - teoricamente os Estados Unidos possuem o menor risco de calote no mundo. A lógica é simples: quanto maior a  desconfiança dos investidores com relação ao Brasil, o país acaba pagando juros mais altos para levantar dinheiro via emissão de dívida pública. Assim, o risco do país se eleva e o risco de calote aumenta. 

No terreno do vizinho – Apesar de o Brasil preocupar, outros países vizinhos também mostram crescimento da desconfiança global. Segundo os dados do JP Morgan, em 30 dias o risco subiu 45% na Colômbia, e 35% no Peru. Ainda na América Latina, o México teve expansão de 26% na mesma base de comparação, enquanto os também emergentes África do Sul e Rússia marcam alta de 31% e 19%, respectivamente.

Explicações –  A política americana de juros baixos para estimular sua economia contribuiu para a maior disponibilidade de dinheiro no mundo e ajudou na queda dos riscos. Contudo, agora que a maior economia do mundo dá sinais de melhora, é possível que a disponibilidade de dinheiro barato diminua. 

Nas últimas semanas foi observada migração de recursos que estavam alocados em vários países em direção aos EUA. A busca pelos EUA aumenta o preço de ativos naquele mercado e, no caso da renda fixa, reduz o juro. Assim, a diferença entre a rentabilidade paga pelos títulos americanos e de outros países aumenta inevitavelmente. Tal cenário tem sido usado como explicação para a valorização do dólar ante a maior parte das moedas mundiais nas últimas semanas.

Situação Económica Mundial e Perspectivas 2013

O novo relatório lançado pela Divisão de Política de Desenvolvimento e Análise do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU indica que o crescimento econômico mundial foi consideravelmente mais fraco durante 2012, e espera-se que se mantenha frágil nos próximos dois anos.
De acordo com o relatório "Situação Económica Mundial e Perspectivas 2013" a economia global deverá crescer cerca de 2.4% em 2013 e 3.2% em 2014 – o que representa uma diminuição significativa em relação às previsões feitas pela ONU há seis meses atrás.
Num comunicado de imprensa sobre o relatório pode ler-se que "este ritmo de crescimento estará longe do que é necessário para ultrapassar a crise ao nível do emprego que muitos países enfrentam". "Com as políticas e tendências de crescimento atuais, podem ser necessários pelo menos mais cinco anos para que a Europa e os Estados Unidos consigam fazer face aos empregos perdidos por causa da Grande Recessão de 2008-2009", acrescenta o comunicado de imprensa.
Apontando que as fraquezas nas grandes economias desenvolvidas estão na raiz do abrandamento da economia mundial, o relatório sublinha que muitas dessas economias, em especial as europeias, estão presas num "ciclo vicioso de desemprego elevado, fragilidade do sector financeiro, riscos soberanos elevados, austeridade fiscal e baixo crescimento".
Várias economias europeias e toda a zona euro estão já em recessão, e o desemprego na zona euro aumentou este ano para um nível recorde de quase 12%. Também a economia Americana abrandou significativamente em 2012, e prevê-se que o seu crescimento seja "escasso", rondando 1.7% em 2013.
As dificuldades econômicas na Europa, Japão e Estados Unidos têm repercussões nos países em desenvolvimento, uma vez que a procura das exportações destes países diminui, enquanto a crescente volatilidade dos fluxos de capital e dos preços dos produtos tem também um impacto negativo.
"Uma deterioração da crise na zona euro, o "precipício fiscal" nos Estados Unidos e uma descida brusca da economia na China poderiam levar a uma nova recessão global. Cada um destes riscos poderia causar perdas globais de rendimento de 1 a 3%", alertou o Diretor da Divisão de Política de Desenvolvimento e Análise, Rob Vos, que é também o chefe de equipa responsável pelo relatório.
Apesar dos esforços importantes empreendidos, sobretudo na zona euro, para remediar a asfixia dos Estados causada pelo endividamento, as medidas de austeridade orçamental combinadas com politicas monetárias expansionistas conseguiram apenas resultados ténues para acalmar os mercados financeiros, e foram ainda menos eficazes no propósito de relançar o crescimento económico e criar empregos.
Considerando que as políticas atuais ficam aquém daquilo que é necessário para estimular a retoma econômica  o relatório lança um apelo a uma mudança de direção ao nível da política fiscal, e a uma maior concentração num crescimento econômico robusto com sustentabilidade orçamental a médio e longo prazo, em vez dos objetivos de consolidação a curto prazo que estão atualmente no centro das políticas formuladas.
Segundo o relatório, a austeridade orçamental prematura deve ser evitada, e nos casos em que seja necessária a reabilitação das finanças públicas esta deve ser feita preferencialmente através de ajustamentos a médio prazo. O relatório insiste na necessidade de coordenar a reorientação das políticas orçamentais a nível internacional, com vista a adaptá-las, tanto quanto possível, a um conjunto de políticas estruturais que promovam a criação direta de empregos e o crescimento verde.
Outra das recomendações avançadas pelo relatório é a melhor coordenação internacional das políticas monetárias e uma reforma rápida da regulamentação dos sectores financeiros, a fim de controlar a volatilidade das taxas de câmbio e dos fluxos de capitais, já que estes dificultam as perspectivas econômicas dos países em desenvolvimento. É igualmente necessário garantir que ajuda ao desenvolvimento é suficiente para ajudar as nações mais pobres a progredir mais rapidamente para a realização dos seus objetivos de redução da pobreza e a investir no desenvolvimento sustentável.
Neste contexto, constatando que a ajuda ao desenvolvimento está a diminuir, o relatório refere ainda que, além de a austeridade orçamental praticada pelos países doares prejudicar a sua própria retoma econômica  esta não deve em circunstância alguma ser feita em detrimento das tentativas de desenvolvimento por parte dos países mais pobres.

Crescimento da economia brasileira em 2013

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Crescendo! Por quê? A economia brasileira mostra sinais de recuperação, motivados por vários fenômenos, como por exemplo: o aumento de 131,64% da safra disponível para moagem da cana-de-açúcar (safra 2013/2014 - com início em abril e término em março do ano seguinte), que aumenta em 82,8% a oferta disponível de etanol hidratado, utilizado nos carros flex (total de 2,1 bilhões de litros disponíveis), em comparação a safra passada, dados fornecidos pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar, o que também aumenta a oferta de açúcar e provoca queda de preços. Com aumento da disponibilidade do etanol automotivo durante o ano de 2013, haverá uma pequena queda e estabilização de preços deste combustível e também uma diminuição nas importações de petróleo, que amenizará os efeitos do resultado negativo da balança comercial brasileira.

Com mercado aquecido o Brasil chama atenção para o mercado internacional, provocado também por várias fusões no mercado interno, ao todo foram 257 transações no 1º quadrimestre de 2013, segundo relatório mensal da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que realiza o acompanhamento mensal desses tipos de operações. Um aumento de 5,8% em comparação ao mesmo período de 2012.

A empresa chilena Falabella, adquiriu 50,1% da Dicicco, no mercado de Home Center, detentora das marcas e lojas SODIMAC, a rede chilena é detentora de participações de empresas aéreas, bancos, supermercados, shopping centers, lojas de departamentos, redes de farmácias, agências de turismo e outros negócios no Peru, Argentina, Colômbia, México e agora no Brasil, a organização chilena teve faturamento total de 2,9 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano.

O elevado índice de Basiléia indica solidez do sistema bancário brasileiro. Dentre as últimas alterações do mercado bancário brasileiro destaques para a aquisição da Credicard do Citi, pelo Itaú-Unibanco por 2,67 bilhões de reais em dinheiro, fortalecendo-se no seguimento de cartão de crédito, um mercado com crescimento anual de 17,9%. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) o setor de cartões de crédito no Brasil, deverá movimentar em 2013, por volta de 847 bilhões de reais, aumento de 16,9%. A Citi está reestruturando suas atividades no intuito de otimizar os negócios com base na estratégia global da instituição, maximizando assim sua lucratividade.

O Banco do Brasil, em sua política de internacionalização pretende aumentar a participação de 12% para 15% de seus ativos no mercado internacional, com negociações e a possibilidade de adquirir novos bancos nos EUA, Chile e Colômbia.

Outro setor de destaque no Brasil é o seguimento de Franchising, com crescimento de 16,2% em 2012, com perspectivas de crescimento de mais de 17% em 2.013, o volume de empregos diretos gerados neste setor ultrapassarão a marca de 1 milhão neste ano, com receitas totais em 2012 da ordem de 103,2 bilhões de reais, podendo alcançar a marca de 120 bilhões de reais em 2013, números atrativos e positivos em comparação ao cenário internacional. O nível de desemprego brasileiro na faixa de 5,4% e mercado interno aquecido favorecem o setor.

O aumento das vendas reflete no aumento de consumo de energia, isto mesmo, o Brasil já é o 7º maior consumidor de energia do mundo.

Segundo a Ministra do Planejamento do Brasil, Miriam Belchior, afirmou em audiência pública, a produção industrial cresceu 3,3%, destaque para o setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) que subiu 9,8% no primeiro trimestre. Segundo palavras da Senhora Ministra, isto garantirá um crescimento de 3,5% do PIB. Analisando a conjuntura Macroeconômica, o crescimento da demanda do mercado interno, a necessidade de aquisição de petróleo no mercado internacional, o baixo preço das commodities no mercado internacional, o agravamento da crise no mercado europeu e a queda nas projeções de crescimento da China, as minhas projeções de crescimento para o PIB no Brasil, será de aproximadamente 2,6%, bem superior ao crescimento 0,9% de 2012, lembrando que a recuperação em 2012 ocorreu apenas no 4º trimestre com crescimento de 0,6%.

Nos próximos anos, acredito que o país poderá quebrar alguns gargalos logísticos com os inúmeros projetos públicos e privados, bem como a liberação de novas concessões para portos, terminais e aeroportos, além de investimentos em setores de transportes ferroviários e aquaviários, permitindo eliminar uma parte do custo Brasil. O país ainda conta com os mais importantes eventos esportivos do mundo nos próximos anos, o que irá atrair considerável volume de investimentos, além do desenvolvimento de tecnologias em alguns seguimentos do setor de agronegócios, informática, indústria aeronáutica (como contratos de bilhões de dólares confirmados nos últimos dias pela Embraer), além de outros seguimentos empresariais.